domingo, 14 de julho de 2024
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Inaugurado memorial da Força Expedicionária Brasileira em Gaspar

Com a participação do herói expedicionário Sr. Arnoldo Lana e expressiva presença da comunidade, autoridades civis e militares, no último dia 24 de agosto foi inaugurado o MEMORIAL “FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA (FEB) – FILHOS DE GASPAR”.

ORDEM DO DIA

No ano de 1943 o 32º Batalhão de Caçadores, atual 23º Batalhão de Infantaria de Blumenau, enviou 538 homens para compor a FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA – FEB, sendo que 07 (sete) de seus valorosos soldados tombaram em batalha na Itália. Deste contingente, 39 homens eram filhos de Gaspar.

Há 78 anos, a fundamental participação da FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA (FEB) encerrou o maior conflito da história, a II Guerra Mundial. O mais importante hoje, além do nosso Exército ter contribuído no combate ao nazismo, é lembrar e honrar as vidas de cada soldado brasileiro, mais ainda daqueles que perderam suas vidas contra a tirania, prestando justa homenagem neste Monumento Votivo aos Expedicionários e Soldados de prontidão, Filhos de Gaspar.

Açorianos, teuto e ítalo-brasileiros que deixaram o Brasil para combater o nazi-fascismo no norte do território italiano e soldados de prontidão que protegeram a costa catarinense contra o ataque mortal dos submarinos nazistas (alemães) e fascistas (italianos).

Gasparenses que tomaram conhecimento do que o homem pôde fazer contra o Ser Humano na Segunda Guerra Mundial.

Uma guerra que matou mais de 50 milhões de pessoas, destruiu a herança cultural da Europa, devastou sua economia, perverteu sua política e aviltou a base moral da civilização humana.

Militarmente o nazismo foi derrotado. No revisionismo histórico permanece promovendo a intolerância e o antissemitismo.

É preciso lembrar às nações civilizadas que a vitória das ideias democráticas não as preserva dos recuos, e a que a razão democrática não é o credo de toda a humanidade.

Diante destas constatações é que jamais esquecemos que pela ação dos bravos expedicionários e soldados, filhos de Gaspar nominados neste monumento votivo, o nazismo foi derrotado.

A paz e a concórdia almejam, todos os homens de boa vontade!

QUE A MEMÓRIA DESTES SOLDADOS E EXPEDICIONÁRIOS SEJA ETERNAMENTE ABENÇOADA!

O MONUMENTO VOTIVO

No memorial a homenagem a 39 gasparenses. Deste efetivo, 20 tornaram-se Expedicionários, que atendendo a convocação do Exército Brasileiro a fim de defender a pátria no combate ao regime nazi-fascista, embarcaram para a guerra no porto do Rio de Janeiro, no navio de transporte de tropas americano USS M.C. MEIGS AP-116. O percurso embarcado demorou 15 dias para chegar ao destino: o porto de Nápoles, no sul da Itália. Outros 19 gasparenses tornaram-se Soldados de Prontidão, com a missão de guarnecer o litoral catarinense. O monumento votivo é dividido em três partes. Na primeira base, os nomes de todos os Expedicionários; no centro, os locais onde ocorreram as batalhas na Itália e, no terceiro, o nome dos 19 Soldados de Prontidão.

A pesquisa para o memorial foi conduzida pelo casal Amélia Salete Schmitt Wehmuth e Aldir Wehmuth. Contou com o apoio da Associação dos Veteranos do 23BI, através do secretário Sérgio Campregher, O projeto de Lei é de autoria da vereadora Zilma Sansão Benevenutti (MDB) e o monumento é assinado pelo arquiteto e urbanista gasparense Felipe Testoni.

Expedicionários gasparenses que participaram efetivamente das operações de guerra armada na Itália e na vitória contra os nazifascistas. São eles:

ADOLFO DOROW
ADOLFO JOSÉ KLOCK
ALÓIS PITZ
ANSELMO OLÍMPIO BONELLI
ARNOLDO MULLER
BENEVENUTO BENDINI
CRISTOVAM PEDRO SCHRAMM
DORVAL ZUCHI
EDUARDO SCHMITZ
ERMÍNIO GRACIOLA
HAROLDO SIEVERT
HERBERT WEHMUTH
IRINEU KLOCK
JOÃO BENDINI
JOÃO MELATO
LUIS RUSSI
MODESTO MARQUETTI
ODORICO MARQUETTI
OSWALDO EBERHARDT
PAULO JUNKES
Garantiram a segurança no litoral brasileiro com o compromisso da vigília e combate às ameaças dos submarinos alemães (nazistas) e italianos (fascistas). Asseguravam também os embarques de militares mobilizados. São eles:

ABELINO ALBERTO SCHMITT
JOÃO JOSÉ DE OLIVEIRA
ALEONOR BENEVENUTTI
JOÃO QUINTINO
ALFREDO TOMIO
JOSÉ LEONEL AGUIAR
ALFREDO WEHMUTH
LEANDRO DAGNONI
AMBRÓSIO MÜLLER
LEONARDO JOÃO DESCHAMPS
ARMANDO GRACIOLA
OLÍMPIO HAHNEMANN
FERNANDO RODOLFO PAMPLONA
OSMÁRIO EZEQUIEL
FRANCISCO HERMÓGENES DOS SANTOS
PAULO WEHMUTH
IZIDRO MARQUETTI
REINALDO DEMMER
REINOLDO VILBERT

Sérgio Campregher
Sérgio Campregher
Sérgio Campregher é historiador pela Uniasselvi/Fameblu e fala sobre política nacional e internacional e curiosidades. Escreve de Blumenau.
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