Monumento Nacional aos mortos da Segunda Guerra Mundial

Foi em Blumenau no ano de 1927, que nasceu Marcos Konder Netto (92 anos), arquiteto, pintor e poeta. Seu bisavô alemão, Markus Konder, emigrou para o Brasil no início do século XX, estabelecendo-se pioneiramente em Itajaí, Santa Catarina.

Em colaboração com Hélio Ribas Marinho, Konder Netto foi responsável pelo Monumento Nacional aos mortos da Segunda Guerra Mundial, erguido no Rio de Janeiro, no Aterro do Flamengo e mais conhecido como Monumento aos Pracinhas. Idealizado pelo Marechal João Baptista Mascarenhas de Moraes, comandante da Força Expedicionária Brasileira (FEB), para receber os restos mortais dos soldados brasileiros mortos na Itália.

As obras iniciaram-se a 24 de junho de 1957 e, embora inaugurado oficialmente a 7 de abril do mesmo ano, apenas foram concluídas em 24 de junho de 1959, sendo reinauguradas em 5 de agosto do mesmo ano. Em 20 de junho de 1960, partiu para a Itália uma comissão presidida pelo marechal Oswaldo Cordeiro de Farias (que integrara a FEB como Comandante da Artilharia Divisionária), com a incumbência de proceder à exumação dos 462 corpos sepultados no cemitério brasileiro na cidade de Pistóia, e prepará-los para o translado para o Brasil. A comissão chegou ao Rio de Janeiro em 15 de dezembro de 1960, trazendo os corpos em caixas individuais de zinco, encerradas em urnas de madeira.

Em solenidade uma semana depois, as urnas foram transportadas para o Monumento e depositadas nos respectivos jazigos no Mausoléu. Uma das urnas de mortos não identificados passou a simbolizar o “Soldado Desconhecido” e foi entregue pelo marechal Mascarenhas de Moraes, ao então presidente da República, Juscelino Kubitschek, que a depositou na base do Pórtico Monumental, onde se encontra até hoje.

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