Sob e sobre o sol

Quem mora no Vale do Itajaí ainda está tentando entender o que é essa onda de calor que assola nossas cidades. O meteorologista da agência RBS afirmou que não fazia tanto calor há vinte anos. O meteorologista da TV RIC Record afirmou que a temperatura da última quarta-feira, 29, 41.2 graus, foi recorde do dia no país.

Reminiscências

A professora Schirley Hasse relatou ao Farol: “Quando eu era criança, acho que tinha uns doze anos, era tão quente que nós dormíamos na varanda. Não chovia, nosso poço secou. Naquela época não se sabia quantos graus fazia e nem tínhamos ar condicionado e ventilador. Estou revivendo”.

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Sol escaldante (Iran Silveira)

Saídas?

Diante de um quadro escaldante como esse, feliz é quem pode fazer as malas e fugir para o litoral.

Quem fica por aqui tenta recorrer ao bom e velho ar condicionado, hoje mais eficiente do que o antigo “de janela”. Os aparelhos “split” têm ainda uma versão econômica, o “split inverter”.

E ainda há os portáteis, os climatizadores, circuladores de ar, ventiladores de teto! Tudo isso, porém, apenas para ambientes fechados. Sob o sol, ainda não inventaram nada para nos proteger do calor: Os bloqueadores solares nos protegem dos raios UVA e UVB, não da sensação de estar fritando.

Falta de chuva

Mas o que mais gostaríamos de ver mesmo é uma solução mais ecológica e econômica: a chuva longa e refrescante, que não dá as caras por aqui há cerca de dez dias. Desde que não cause prejuízos, seria o remédio ideal para esse ‘problema’.

Pobres estudantes

Sabemos que nos bairros mais afastados de Blumenau há escolas que não possuem aparelhos de ar condicionado nas salas de aula. Imaginem o suplício desses alunos e professores. Pior ainda ainda quando a sala tem mais de 30, às vezes mais de 40 alunos. Haja dedicação.

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