Preço do gás natural vai subir cerca de 40% em Santa Catarina

A partir de 1º de janeiro os consumidores de gás natural em Santa Catarina terão um reajuste médio de 40% em diversos segmentos. A medida segue o reajuste nacional médio de 50% efetuado pela Petrobras na distribuição.

De acordo com nota da empresa SCGAS, a operadora do gás natural no Estado, as tarifas de gás natural praticadas aos diferentes segmentos são reguladas e homologadas pela Agência Reguladora de Serviços Públicos de Santa Catarina (Aresc).

Os reajustes médios, para cada segmento, são:

– Industrial: 40,95%
– Comercial: 29,47%
– Residencial: 24,70%
– Veicular: a tarifa única praticada aos postos (sem impostos) que era de R$ 2,7830 passa para R$ 3,9484 por metro cúbico (41.87%).

As tarifas de gás natural variam semestralmente em Santa Catarina e são atualizadas pela Aresc. O mecanismo acompanha as movimentações do custo do gás, que varia de acordo com o as cotações do dólar e do petróleo do tipo Brent.

Bomba de combustível - foto de Marcelo Camargo
Bomba de combustível – foto de Marcelo Camargo

Além do reajuste do custo do gás e do transporte, a ARESC anunciou também a revisão tarifária que atualiza a margem de distribuição da Companhia. Na média, a nova margem passa de R$ 0,3346 por metro cúbico de gás para R$ 0,3826.

Em nota, a estatal afirmou que o preço “foi afetado pela variação do preço do custo do gás e seu transporte. Houve forte oscilação do preço do petróleo tipo Brent e estabilização do câmbio (dólar) em patamar alto nos últimos períodos”.

O novo mercado de gás do país carece de regulação e ainda não permitiu a ampliação do número de supridores, evitando que a eventual concorrência provocasse uma queda nos preços através de novos ofertantes. O reajuste considera também o novo patamar do custo de aquisição contratado através da chamada pública coordenada por quatro distribuidoras do Centro-Sul do país, realizada para garantir suprimento adicional ao mercado.

A conjuntura internacional também influi nos preços do gás natural no Brasil. Isso acontece por conta do aumento do consumo na Europa e Ásia e na consequente diminuição da oferta do insumo para a América Latina, realidade observada também por meio da constante queda do volume de venda do gás importado da Bolívia.

Além disso, a crise hídrica brasileira aumentou o consumo de gás natural exigindo o aumento da importação do GNL (Gás Natural Liquefeito), insumo que historicamente tem se mostrado menos competitivo que o gás nacional e o boliviano.

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