Mônaco reconhece culpa

Várias dezenas de judeus do principado à beira-mar, incluindo alguns que tinham procurado refúgio lá no que eles pensavam que era uma terra segura e neutra, foram deportados durante a Segunda Guerra Mundial.

“Dizer isto hoje é reconhecer um fato. Dizê-lo hoje, neste dia, diante de vocês, é pedir perdão”, disse o Príncipe Albert de Mônaco no discurso recontando as ações por parte da polícia monegasca durante a guerra.

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Ao seu lado estavam os caçadores franceses de nazistas Serge e Beate Klarsfeld. Eles haviam encorajado o pai de Albert, o falecido Príncipe Rainier, a começar a examinar o papel de Mônaco durante a guerra.

Albert também inaugurou um monumento no cemitério de Mônaco esculpido com os nomes dos judeus deportados do principado. A data foi escolhida para marcar os 73 anos desde que as autoridades monegascas, sob pressão dos líderes colaboracionistas nazistas na França, deportaram pelo menos 66 judeus, na noite de 27-28 de agosto de 1942.

A FRANÇA reconheceu a culpa por deportações somente em 2009 e a BULGÁRIA somente em 2013. A ARGENTINA mantém a negativa em reconhecer o favorecimento do ex-presidente Juan Domingo Peron na imigração de nazistas.

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