Bancários de Blumenau entram em greve na terça-feira

O Sindicato dos Bancários de Blumenau decidiu em assembleia nesta quinta-feira (25) por aderir a greve nacional dos bancários a partir do dia 30 de setembro. O movimento acontece depois que o Comando Nacional dos Bancários considerar a proposta da Federação Brasileira de Bancos (Fenaban) insuficiente.

Entra as principais reivindicações dos bancários (veja a lista completa no fim do post) está um reajuste salarial de 12,5%, Participação nos Lucros e Resultado de três salários mais parcela adicional de R$ 6.247 e ainda 14º salário. A proposta da Fenaban era maior do que a inflação do período, 7%, mas não foi aceita pelos trabalhadores.

“Os banqueiros não querem atender as reivindicações da categoria. Propuseram apenas 7% de reajuste e rejeitam as principais demandas sociais, como preservação do emprego, fim da rotatividade, melhores condições de trabalho”, afirmou Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

As reivindicações:

  • Reajuste salarial de 12,5%.
  • PLR: três salários mais parcela adicional de R$ 6.247.
  • 14º salário.
  • Vales alimentação, refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
  • Gratificação de caixa: R$ 1.042,74.
  • Gratificação de função: 70% do salário do cargo efetivo.
  • Vale-cultura: R$ 112,50 para todos.
  • Fim das metas abusivas.
  • Combate ao assédio moral.
  • Isonomia de direitos para afastados por motivo de saúde.
  • Manutenção dos planos de saúde na aposentadoria.
  • Emprego: fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição às dispensas imotivadas como determina a Convenção 158 da OIT, aumento da inclusão bancária e combate às terceirizações.
  • Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
  • Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
  • Prevenção contra assaltos e sequestros: cumprimento da Lei 7.102/83 que exige plano de segurança em agências e PABs, garantindo pelo menos dois vigilantes durante todo o horário de funcionamento dos bancos; instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento das agências; e fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.
  • Igualdade de oportunidades para todos, pondo fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

Pautas que os bancos devem atender*:

  • Certificação CPA 10 e CPA 20 – Quando exigido pelos bancos, os trabalhadores terão reembolso do custo da prova em caso de aprovação.
  • Adiantamento de 13º salário para os afastados. Quando o bancário estiver recebendo complementação salarial, terá também direito ao adiantamento do 13º salário, a exemplo dos demais empregados.
  • Reabilitação profissional – Cada banco fará a discussão sobre o programa de retorno ao trabalho com o movimento sindical.
  • Monitoramento de resultados – Terá redação mais abrangente. Além do SMS, a cobrança de resultados passará a ser proibida também por qualquer outro tipo de aparelho ou plataforma digital.
  • Gestantes – As bancárias demitidas que comprovarem estar grávidas no período do aviso prévio serão readmitidas automaticamente.
  • Casais homoafetivos – Os bancos irão divulgar a cláusula de extensão dos direitos aos casais homoafetivos, informando que a opção deve ser feita diretamente com a área de RH de cada banco, e não mais com o gestor imediato, para evitar constrangimentos e discriminações.
  • Novas tecnologias – Realização de seminários periódicos para discutir sobre tendências de novas tecnologias.
  • Segurança bancária – Realização de mais dois projetos-piloto de segurança em cidades diferentes, uma a ser escolhida pelo Comando Nacional e outra pela Fenaban, nos mesmos moldes da experiência desenvolvida em Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes.

*Fonte

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