Ex-deputado Pizzolatti é o único catarinense na Lava Jato

João Pizzolatti (Luiz Alves)

Apesar de ter negado veementemente qualquer envolvimento no esquema de corrupção da Petrobrás, o ex-deputado federal João Pizzolatti pelo Vale é um dos 47 políticos que serão investigados na Operação Lava Jato após abertura de inquérito por decisão do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal.

A lista divulgada na noite desta sexta-feira (06) inclui 22 deputados federais, 12 senadores, 12 ex-deputados e uma ex-governadora, pertencentes a cinco partidos, além de dois dos chamados “operadores” do esquema – o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e lobista Fernando Soares.

O Partido Progressista (PP) é o partido com mais políticos entre os que responderão a inquéritos, são 32. Em seguida, vêm Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), com sete, Partido dos Trabalhadores (PT) com seis, Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) com um cada.

Confira a lista

[twocol_one]PP
– Senador Ciro Nogueira (PI)
– Senador Benedito de Lira (AL)
– Senador Gladson Cameli (AC)
– Deputado Aguinaldo Ribeiro (PB)
– Deputado Simão Sessim (RJ)
– Deputado Nelson Meurer (PR)
– Deputado Eduardo da Fonte (PE)
– Deputado Luiz Fernando Faria (MG)
– Deputado Arthur Lira (AL)
– Deputado Dilceu Sperafico (PR)
– Deputado Jeronimo Goergen (RS)
– Deputado Sandes Júnior (GO)
– Deputado Afonso Hamm (RS)
– Deputado Missionário José Olímpio (SP)
– Deputado Lázaro Botelho (TO)
– Deputado Luis Carlos Heinze (RS)
– Deputado Renato Molling (RS)
– Deputado Roberto Balestra (GO)
– Deputado Roberto Britto (BA)
– Deputado Waldir Maranhão (MA)
– Deputado José Otávio Germano (RS)
– Ex-deputado e ex-ministro Mario Negromonte (BA)
– Ex-deputado João Pizzolatti (SC)
– Ex-deputado Pedro Corrêa (PE)
– Ex-deputado Roberto Teixeira (PE)
– Ex-deputada Aline Corrêa (SP)[/twocol_one][twocol_one_last]
– Ex-deputado Carlos Magno (RO)
– Ex-deputado e vice governador João Leão (BA)
– Ex-deputado Luiz Argôlo (BA) (filiado ao Solidariedade desde 2013)
– Ex-deputado José Linhares (CE)
– Ex-deputado Pedro Henry (MT)
– Ex-deputado Vilson Covatti (RS)
PMDB
– Senador Renan Calheiros (AL), presidente do Senado
– Senador Romero Jucá (RR)
– Senador Edison Lobão (MA)
– Senador Valdir Raupp (RO)
– Deputado Eduardo Cunha (RJ), presidente da Câmara
– Deputado Aníbal Gomes (CE)
– Ex-governadora Roseana Sarney (MA)
PT
– Senadora Gleisi Hoffmann (PR)
– Senador Humberto Costa (PE)
– Senador Lindbergh Farias (RJ)
– Deputado José Mentor (SP)
– Deputado Vander Loubet (MS)
– Ex-deputado Cândido Vaccarezza (SP)
PSDB
– Senador Antonio Anastasia (MG)
PTB
– Senador Fernando Collor (AL)[/twocol_one_last]

 

Dilma e Aécio não serão investigados

O Ministério Público Federal também pediu o arquivamento em outros sete casos, entre os quais os dos senadores Aécio Neves (PSDB-MG), e Delcídio Amaral (PT-MS); e dos ex-deputados Alexandre Santos (PMDB-RJ) e Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ex-presidente da Câmara.

Os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Romero Jucá (PMDB-RR) e o deputado e ex-ministro Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) – tiveram parte das suspeitas arquivadas, mas serão alvos de inquérito em relação a outra parte.

Apesar de a presidente Dilma Rousseff ter sido citada em um depoimento de delação premiada como beneficiária de contribuições para a campanha eleitoral de 2010, o procurador-geral informou que não tem competência legal para investigá-la. O ex ministro Antonio Palocci, que teria pedido recursos para a campanha, terá seu caso remetido para a primeira instância da Justiça Federal no Paraná.

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