Segurança reforçada na Oktoberfest de Munique

Este ano Munique está comemorando o 183º edição da Oktoberfest e a cidade não poupa despesas quando se trata de segurança. Barreiras de concreto maciço em torno da Theresienwiese, a principal via de acesso aos pavilhões do festival, destinam-se a impedir que terroristas islâmicos possam detonar carros-bomba no evento.

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O maior festival de cerveja do mundo atrai seis milhões de visitantes por ano a Munique. Foto AP.

Rápida em condenar os muros que Israel precisou construir para se defender de ataques terroristas, a Alemanha agora constrói um ao redor do local onde será celebrada a Oktoberfest após uma série de ataques terroristas. Os organizadores levaram o reforço da segurança no festival com um adicional de 200 policiais, que farão a patrulha interna e externa dos pavilhões. O festival, que atrai cerca de seis milhões de pessoas anualmente, começou nesta sexta-feira, 16 de setembro e terá a duração de 17 dias.

Em declarações à Associated Press, o ministro do Interior da Baviera, Joachim Hermann, explicou que o estado decidiu reforçar as medidas de segurança para estar preparado para um eventual atentado — depois de quatro ataques no sul do país que aumentaram o medo e a insegurança entre a população.

O aumento da segurança vem depois que um refugiado afegão de 17 anos feriu várias pessoas em um ataque com faca e machado em um trem perto Wurzburg, Baviera, em 18 de julho. Dias depois, um alemão-iraniano de 18 anos matou nove pessoas antes de virar a arma contra si mesmo em um tiroteio em Munique. No final de semana posterior, um refugiado sírio de 27 anos lançou um ataque suicida na cidade de Ansbach, ferindo 12 pessoas.

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Novas cercas destinam-se a garantir a segurança dos participantes de ataques de muçulmanos contra as mulheres e contra o consumo de álcool, que o Islã condena. Foto: AP

O chefe da polícia de Munique, Werner Feiler, disse que haverá um aumento nas verificações (revistas) de segurança nas entradas e saídas do festival.

Apesar de só um dos quatro ataques ter sido reivindicado pelo Daesh, o chefe do departamento de ordem pública de Munique, Thomas Bohle, admite que foi esse o motivo pelo qual as autoridades decidiram “reavaliar o conceito de segurança da Oktoberfest”.

O festival da cerveja de Munique já foi alvo de terrorismo antes, quando um extremista de direita, Gundolf Köhler, um estudante universitário da Suábia – que tinha ligações com uma organização terrorista neonazista (Wehrsportgruppe Hoffmann), detonou uma bomba na entrada do festival, matando 12 e ferindo 200 pessoas em 1980.

O autor é Historiador

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