sábado, 26 de novembro de 2022
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Segunda indústria têxtil é notificada por assédio eleitoral

O Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina (MPT-SC) informou ontem (18) que notificou a Círculo S/A por prática de assédio eleitoral contra seus trabalhadores. Candidatos teriam entrado na empresa para pedir votos.

A empresa que possuí cerca de 1,7 mil empregados foi notificada pelo Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina por no primeiro turno ter aberto as portas para candidatos de interesse aos negócios do grupo com a intenção de incentivar votos.

Um postulante à vaga de deputado estadual teria entrado nas dependências da indústria para, além de pedir votos, distribuir santinhos.

Pela recomendação encaminhada pela Procuradora do Trabalho Luciana Teles Gomes, a empresa terá que “abster-se de obrigar, exigir, impor, induzir ou pressionar trabalhadores para realização de qualquer atividade ou manifestação política em favor ou desfavor a qualquer candidato ou partido político”. Também está proibida de “adotar quaisquer condutas que, por meio de assédio moral, discriminação, violação da intimidade ou abuso do poder diretivo, intentem coagir, intimidar ou influenciar o voto de quaisquer empregado no segundo turno”.

O Farol procurou a empresa Círculo que, por meio de nota, informou que “estimula e defende um ambiente democrático para debates e exposições de ideias, independentemente de posicionamentos políticos e/ou ideológicos. A empresa respeita as instituições e a individualidade de todos, e reforça que não compactua com quaisquer atitudes que contrariem a pluralidade de opiniões e nem com comportamentos que influenciem a liberdade de escolha de seus colaboradores.”

A participação nas eleições é facultativa apenas para analfabetos, pessoas com idade entre 16 e 18 anos ou mais de 70 anos (José Cruz/Agência Brasil)
Urna eletrônica – foto de José Cruz/Agência Brasil

Altenburg

Na semana passada o MPT-SC emitiu recomendação para que a empresa Altenburg, gigante do setor têxtil e maior produtora de travesseiros da América Latina, se abstenha de obrigar ou induzir trabalhadores a direcionar votos para qualquer candidato que seja nas eleições de 30 de outubro.

As denúncias são de que a empresa estaria coagindo os trabalhadores a votarem em um candidato sob o pretexto de que a manutenção dos empregos depende da vitória de um dos postulantes à presidência da República.

Redação
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