Políticos de Blumenau se defendem de inquéritos da Lava Jato

Ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (Marcelo Camargo)

Caiu como uma bomba a presença de cinco políticos blumenauenses de grande influência e o governador do Estado na lista de inquiridos na Lava Jato. A notícia, publicada ontem (11), tem consequências ainda incalculáveis.

Os nomes aparecem entre mais de uma centena de relacionados em âmbito federal com a presença de nove ministros do Governo Temer, quatro governadores, senadores e deputados federais. O processo é responsabilidade do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal.

Publicamos na íntegra a defesa dos citados Ana Paula Lima, Dalirio Beber, Décio Lima, Jean Kulhmann, Napoleão Bernardes e Raimundo Colombo:

Ana Paula Lima

Em relação a citação do meu nome nas investigações do Supremo Tribunal Federal declaro serenidade e estou à disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos.

Afirmo que não sou ré e nem investigada em nenhum processo da Lava Jato.

Afirmo que as doações à minha campanha eleitoral foram declaradas e aprovadas pelos órgãos competentes, e que minha conduta pública é regida pelos princípios da ética, moral e legalidade.

Dalirio Beber

Recebo com surpresa a inserção do meu nome no rol dos investigados. Não tive, até o presente momento, qualquer acesso ao processo para conhecer o conteúdo do que me é atribuído. Rechaço com veemência toda e qualquer denúncia de prática de ilícitos.
Estou indignado, mas absolutamente tranquilo, pois minha consciência em nada me acusa.

Digo à sociedade brasileira, em especial, aos Catarinenses, que sempre confiaram em mim, que espero que rapidamente a verdade seja restabelecida.

Neste momento, coloco-me inteiramente à disposição da Justiça.

Décio Lima

Em relação a menção do meu nome nas investigações do Supremo Tribunal Federal, recebo com tranquilidade, uma vez que confio que a verdade prevalecerá e a justiça será feita.

Declaro que sou o maior interessado no esclarecimento de toda esta situação. É importante destacar que não sou réu e nem investigado em nenhum processo da Lava Jato.

A minha vida pública sempre foi pautada pela ética, lisura e transparência e a minha história demonstra a preocupação com a legalidade de todos os meus atos.

Jean Kulhmann

Recebo com surpresa a informação de que meu nome consta em petição remetida para o 4º TRF, referente às investigações divulgadas nesta terça-feira pelo Supremo Tribunal Federal.

Jamais tratei de qualquer assunto relacionado a campanhas eleitorais, e sobretudo recursos para campanhas, com empregados e executivos e empresas citadas, tampouco conheço qualquer um deles.

Minhas contas eleitorais sempre foram aprovadas e apresentadas dentro do rigor que exige a Justiça Eleitoral, e dentro da transparência pela qual sempre pautei minha trajetória.

Confio no bom trabalho da Justiça, e tenho certeza que as investigações irão mostrar a verdade dos fatos. Meu maior interesse é que toda essa situação seja esclarecida, o quanto antes.

Napoleão Bernardes

Blumenauense, é com a mais absoluta perplexidade que recebo esta notícia sobre a inclusão do meu nome nesta delação.

Estou tranquilo, com minha consciência limpa e em paz, porém indignado.
A população de Blumenau sabe que tenho minha vida pública pautada pela ética, transparência e responsabilidade.

Quero que tudo se esclareça o mais rápido possível, porque o meu único foco continua sendo, como sempre, trabalhar todos os dias com a maior transparência possível pela cidade onde nasci, que me viu crescer e que jamais desapontarei!

Governo do Estado, sobre Raimundo Colombo

Conforme foi informado desde a primeira vez, a empresa Odebrecht não tem nenhum contrato, obra ou projeto com o Governo do Estado de Santa Catarina, não tendo sequer participado de licitações desde o início da atual administração, em janeiro de 2011.

O Governo do Estado aguarda a abertura do sigilo das informações para prestar todos os esclarecimentos cabíveis.

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