sexta-feira, 2 de dezembro de 2022
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Planos de saúde terão que cobrir tratamento para pacientes com TEA

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou ontem (23) que os planos de saúde garantam cobertura para qualquer tratamento considerado adequado por médicos, nos casos de pacientes com transtornos do espectro autista (TEA). A medida começa a valer a partir de 1º de julho para todo o Brasil.

A decisão foi tomada em reunião da diretoria da agência ontem (23). Devido a processos e decisões judiciais recentes, a ANS decidiu explicitar a questão, com a inclusão do seguinte texto em uma nova resolução normativa (539/2022):

“Para a cobertura dos procedimentos que envolvam o tratamento/manejo dos beneficiários portadores de transtornos globais do desenvolvimento, incluindo o transtorno do espectro autista, a operadora deverá oferecer atendimento por prestador apto a executar o método ou técnica indicados pelo médico assistente para tratar a doença ou agravo do paciente.”

Atendimento médico em ambulatório - foto da PMB
Atendimento médico – foto da PMB

Com isso, qualquer tratamento nacionalmente reconhecido e considerado adequado por médicos, nos casos de pacientes com transtornos do espectro autista (TEA) e outros transtornos globais do desenvolvimento (CID F84) estarão cobertos.

Entre as técnicas citadas na reunião pelo diretor de Normas e Habilitação de Produtos da ANS, Alexandre Fioranelli, que poderão ser usadas estão: a análise aplicada do comportamento (ABA, em inglês), o método Denver, a comunicação alternativa e suplementar (PECS), modelo DIR/Floortime e o programa Son-Rise.

Desde o ano passado já estavam cobertas as sessões ilimitadas de fonoaudiologia, psicologia, terapia ocupacional e fisioterapia a pacientes com transtornos globais do desenvolvimento. A estimativa é que os transtornos do espectro autista atinjam 2 milhões de pessoas no país, segundo a ANS.

Redação
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