domingo, 27 de novembro de 2022
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O sul é meu país: separatismo ressurge

O-SUL-É-MEU-PAÍS

Com os resultados das eleições e uma ampla decepção regional, vejo suspirar (talvez renascer) os movimento separatistas brasileiros, como O Sul é meu país. A evidente falta de representação política é, com certeza, a principal influência aos que hoje encabeçam essas ideias.

Na oposição, os defensores de manter uma união nacional chamam a vontade separatistas de “xenofóbica” e “preconceituosa”. Sem pensar, defendem a bandeira nacionalista levantada em tempos de ditadura: “Brasil: ame-o ou deixe-o”. Em parte, podem até estar certos. Entretanto, são completos hipócritas defensores de uma falsa democracia.

Quando uma parte da Ucrânia queria abandonar seu país para se integrar à Rússia, várias dessas pessoas defenderam o movimento separatista da Crimeia. A separação escocesa da Grã-bretanha, embora sem sucesso, também foi recebida com respeito por esses pseudointelectuais brasileiros. “Já que é a vontade deles, eles devem lutar por ela”. Mas por que então uma eventual separação nacional é tão condenada em nosso país?

No Brasil, é inegável que o resultado das eleições mostram um país cada vez mais dividido política e geograficamente. Diferente de anos anteriores, a delimitação social, as oposições, nunca foram tão conflitantes quanto agora. Por isso, a reeleita Dilma Rousseff terá um trabalho árduo para reconciliar as pessoas que ela mesma contribuiu para separar durante sua campanha.

Não tenho opinião concreta sobre os benefícios e prejuízos de uma suposta divisão do país. Porém, é válido que qualquer pessoa defenda ou condene a ideia, independentemente da posição política. Também acho comum o povo ter uma forte opinião divergente, devido a posição do atual governo e a dimensão territorial do país.

Aos hipócritas, só digo que: condenar uma ideia ou vontade coletiva como a separação geográfica do Brasil é fácil, assim como mandar os incrédulos abandonar o navio. O que é difícil é propor uma solução para reconciliar ou, ao menos, aumentar a representatividade política que determinada região vem perdendo com o tempo. Isso sim, ninguém está fazendo.

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