Meu encontro com Ciro Gomes

Na última quarta-feira (13) fui convidado para um encontro com o candidato à presidente Ciro Gomes. Cheguei antes do horário, na reitoria haviam apoiadores mas nada que eu considerasse expressivo, pensei que o desânimo pela política havia afastado o interesse do público. Aos poucos, o local foi inchando e majoritariamente a recepção foi preenchida por homens formais vestidos de ternos e distribuindo cumprimentos simpáticos. Após uma ligação, fomos avisados que o candidato estava em território blumenauense, fomos recepcioná-lo no estacionamento. Sem muito atraso, Ciro Gomes chegou em um belo carro, infelizmente a minha miopia e a falta de conhecimento sobre carros impediu de identificar o modelo.

Entreguei ao candidato meu livro sobre gestão pública e fomos conversando até a reitoria. Com o dobro de minha altura, o jeito de Ciro não era daquele intimidador que conhecemos pelos vídeos da internet. No caminho, mesmo com a pressa de alguns assessores, o candidato parou com tranquilidade para bater fotos com aqueles que solicitaram. Após conversas sobre a corrida eleitoral, o mesmo me corrigiu quando parafraseei uma de duas frases: Havia questionado se o candidato Bolsonaro seria o mais fácil de ser vencido, ele me corrigiu, afirmou que “era o menos difícil”.

Com uma serenidade que eu achei incomum, talvez motivado pelo cansaço, chegamos à reitoria. Recebido pelo reitor, a atenção dada pelo candidato seria teatral se não fosse pelos seus questionamentos pertinentes sobre a situação das evasões escolares na Furb e também sobre o valor da mensalidade. Ciro Gomes informou a prioridade da educação superior e sua repugnância pelas informações rasas que o Google transmite. No fim, ele citou a frase “golpe de estado” e sua critica a “PEC do teto dos gastos”. Na última fala, ele evidenciou sua postura que conhecemos pelas redes sociais.

Ciro Gomes
Ciro Gomes

Na saída, aí sim a grande confusão: imprensa e curiosos. É interessante a experiência de estar nos bastidores dos eventos em que participam as pretensiosas pessoas que querem comandar o país dos trópicos tristes. O diretório acadêmico do curso de direito da Furb pretende realizar o debate com todos os presidenciáveis, se me for permitido, estarei presente. Agradeço aos envolvidos: João Pedro Sansão, Dr. Roberto da Luz e Bruno Andrade.

3 Comentários

  1. Ciro Gomes é apenas mais um político de frases de efeito,excelente oratória e com soluções ÓBVIAS para tudo,mas que tendo oportunidade não irá solucionar nada,falar de Economia para leigos no assunto é passar mel na boca de criança.
    Coloquem ele,Bolsonaro,Dória ou Lula e veremos daqui uns anos as mudanças prometidas por esses senhores,parem de se enganar! político nenhum governa para todos(só irão ajudar as classes que lhe favorecem com votos e apoios) o resto que se foda! ninguém na política lutará pela causa daqueles que não o favorecem,esse papinho coletivista é uma piada “milenar” e que o povo adora cair!
    Gostaria de ver um debate sério entre o Ciro Gomes e algum liberal de peso.
    Estou de acordo com a idéia liberal sobre economia, mas sinceramente, não me convenci ainda dela aplicada à realidade política, educacional e de recursos naturais valiosos do Brasil. Até agora, pra mim, os argumentos do Ciro Gomes estão se sobrepondo aos argumentos liberais (no caso do Brasil).

  2. Achei o texto com uma intenção de colar uma ideia de rico no Ciro…kkkkk.
    Até eu consigo chegar em um carro “bom”, dependendo da sorte do carro que vier do Uber.
    Quando ao temperamento do Ciro, o cara é gente boa, tranquilo mesmo… Se for pegar suas frases mais ásperas, a maioria lhe dá razão! Acho engraçado como a ideia que o Ciro é estourado é sempre usada, achou que ele ia te dar um tapa só de olhar?kkkkkkk
    Sinceramente, achei que você tem outro candidato, mas percebeu que o Ciro é preparado e inteligente. Mas fez um bom texto, melhor até do que muito jornalão aí… só não entendi o sentido da palavra pretensiosa…
    Mas o que eu queria realmente saber era: Se ele for eleito, na sua opinião, não importando ideologias, o país está em boas mãos?

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