O caminho correto

O caminho correto
O caminho correto

Na história moderna, os momentos de maiores ganhos foram realizados dentro de uma relativa paz social. Tal cenário permitia a representação e o equilíbrio de forças entre os eleitos e os eleitores. De acordo com Robert Dahl, os direitos estão em blocos necessários para a construção de um governo democrático.

Dessa forma, não é aceitável qualquer medida que diminua os direitos e garantias fundamentais/sociais. Não pode ser permitido qualquer flerte ou namoro com o autoritarismo e o totalitarismo. Também não nos deixemos persuadir ao fácil discurso liberal que confunde, e em alguns casos iguala, o liberalismo econômico irrestrito com governos democráticos. De acordo com Norberto Bobbio, o liberalismo não compõe necessariamente mais participação popular, ao contrário, ela pode formar um governo autocrático.

É necessário que façamos nossas revoluções dentro do jogo democrático. O que nossos governos precisam é coragem. Grandes nomes mudaram o curso de seus países com coragem e princípios, como é o caso do ex-presidente norte americano John Kennedy ao enfrentar o seu partido por interesses da união nacional, ou como fez Winston Churchill ao negar o acordo de paz com a Alemanha. Os exemplos também chegam à jovem democracia Brasileira, mais precisamente ao presidente Itamar Franco quando ofereceu a renuncia da presidência república caso os partidos não permitissem a governabilidade e posterior estabilidade econômica.

As revoluções no espírito democrático traduzem mais direitos, mais garantias e mais progresso econômico. Qualquer revolução fora das regras do jogo traduz incerteza e gera a intolerância típica dos governos ditatoriais. O caminho seguro a se seguir é usar a ampliação da participação popular como forma de revolução social. Devemos agir para que a informação e a cultura cheguem ao cidadão através da disponibilização de instrumentos que lhe permita assimilar os debates políticos que acontecem no país. O desenvolvimento do Estado se dá quando a população têm a dimensão da responsabilidade que a cidadania traz.

Referências:

Dahl, Robert. Livro “Sobre a democracia”.
Bobbio, Norberto. Livro “Liberalismo e democracia.
Kennedy, Jonh. Livro “Perfis de coragem”.
Churchill. Livro “memórias da segunda guerra mundial”

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