Uma estratégia que se repete

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Não há nenhuma novidade na pretensão de rompimento com o governo de Dilma Rousseff do maior partido brasileiro. O PMDB decidiu no último dia 12 de fevereiro de 2016 que nenhum peemedebista assumirá cargo novo no governo federal nos próximos 30 dias. Nesse período, o PMDB vai decidir sobre a proposta de rompimento com a entrega dos ministérios e de todos os cargos na administração federal.

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É uma estratégia que se repete. Em 10 de fevereiro de 1988 o diretório nacional do PMDB reuniu-se no intento de examinar as relações com o Governo Sarney, visando ao rompimento oficial e a elaboração de um programa para o Brasil.

Nada mais artificial e inconsistente. O que de fato gerou deste impasse, foi que em 25 de junho de 1988, um grupo de dissidentes do PMDB capitaneados por políticos de São Paulo e Minas Gerais levou a insatisfação com o governo Sarney a criar um novo partido de centro-esquerda: O PSDB. Passados 28 anos, o intento de constituir uma “Nova República” não se concretizou. Retornamos a mesma cena: uma estratégia que se repete.

Sérgio Campregher é historiador

Fonte: Revista Visão. 10 de fevereiro de 1988. Pg. 22.

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