Secretaria de Saúde orienta sobre cuidados com a leptospirose

Chuvas intensas e alagamentos, como têm ocorrido nas últimas semanas na região, aumentam o risco de ocorrência de casos de leptospirose. Esta é uma doença grave, causada por uma bactéria presente na urina contaminada de animais, principalmente ratos. Neste ano Blumenau registrou, até o mês de setembro, 73 notificações de suspeita da infecção. Desses, 22 casos foram confirmados.

As ações na cidade, de acordo com a gerente de vigilância epidemiológica Ivonete dos Santos, acontecem ao logo do ano, sem sazonalidade específica. Ainda assim, é importante alertar a população, com ações de prevenção, a fim de evitar casos da doença. Os episódios suspeitos devem ser encaminhados para as unidades de saúde.

Também é preciso estar atento à presença de animais peçonhentos, como cobras e aranhas, em regiões alagadas. Além disso, os animais domésticos, como os cachorros, podem contrair leptospirose e tornarem-se transmissores da bactéria. Os cães podem se infectar e eliminar a bactéria pela urina e nem sempre manifestar sintomas da doença. Se o animal adoecer, é importante procurar assistência veterinária.

A recomendação da Diretoria Estadual de Vigilância Epidemiológica (DIVE) aos municípios é para intensificar os cuidados. “Profissionais de saúde, tanto os que atuam em Vigilância Epidemiológica ou Sanitária quanto os que atuam na atenção básica, devem estar atentos aos casos suspeitos, e preparados para visitar e monitorar regiões atingidas pelos alagamentos”, informa a bióloga Miriam Sant’Anna Ghazzi, técnica em gestão e promoção de saúde da Gerência de Vigilância de Zoonoses e Entomologia da Dive.

Riscos e sintomas

A bactéria penetra no corpo através de machucados e, até mesmo, da pele sadia quando a pessoa fica muito tempo dentro da água. Por isso o risco é maior em épocas de enchentes e alagamentos.

Os sintomas iniciais podem ser semelhantes aos da gripe, provocando febre, calafrios, dor de cabeça, mal-estar e dores no corpo. Um sintoma bastante característico é uma forte dor nas panturrilhas (batata da perna). A leptospirose pode levar a quadros graves, com sangramento pelo nariz, vômito ou escarro com sangue, pele amarelada (icterícia) e diminuição da urina.

Pessoas que tiverem esses sintomas até 40 dias depois dos alagamentos devem procurar uma unidade de saúde. É fundamental que o paciente informe ao médico se teve contato com a água ou com a lama.

Medidas de prevenção

A DIVE alerta que a melhor forma de prevenir a leptospirose é evitar o contato com água ou lama. O uso de botas e luvas durante trabalho em áreas com água possivelmente contaminada, como é o caso de alagamentos, é fundamental para a prevenção. Se isso não for possível, usar sacos plásticos duplos amarrados nas mãos e nos pés pode ajudar.

O chão, paredes e objetos devem ser lavados e desinfetados com água sanitária, na proporção de dois copos (400 ml) do produto para um balde de 20 litros de água, deixando agir por 10 minutos.

Alimentos que tiveram contato com a água dos alagamentos não devem ser consumidos e ser descartados adequadamente. A água de beber deve ser fervida durante 15 minutos ou pode ser tratada com 2 gotas de hipoclorito de sódio a 2,5% para cada litro de água. Também é importante limpar e desinfetar a caixa d’água com uma solução de água sanitária. No Estado de Santa Catarina, de acordo com a DIVE, as regiões próximas ao litoral são as que registram o maior número de casos.

Leptospirose

É uma doença grave causada por uma bactéria chamada Leptospira presente na urina contaminada de animais, principalmente dos ratos (ratazana ou rato de esgoto, rato de telhado ou rato preto) e camundongos.

A leptospirose é uma doença curável, e o diagnóstico e o tratamento feitos de forma rápida garantem uma boa evolução. Os sintomas demoram em médio sete dias para se manifestar.

A doença não é contagiosa, ela é transmitida entre os animais e do animal para o homem, sempre pelo contato da urina do animal com a pele do homem. Não há transmissão de uma pessoa para outra.

Como Limpar a Caixa D´Água

1) Esvazie e lave a caixa d’água, esfregando bem as paredes e o fundo;

2) Após acabar de limpar, adicionar 1 litro de água sanitária para cada 1.000 litros de água no reservatório;

3) Depois, abra a entrada principal e encha a caixa d’água com água limpa;

4) Após 30 minutos, abra as torneiras por alguns segundos para entrar água na tubulação;

5) Aguarde uma hora e trinta minutos para a desinfecção;

6) Abra novamente as torneiras. A água utilizada nesta última etapa de desinfecção pode servir para a limpeza de chãos e paredes.

(Fonte: DIVE/SC)

Marília Prado

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