PT, Lula e as Farc

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) já sequestrou mais de seis mil pessoas nos últimos dez anos. Segundo estimativas do governo colombiano, as Farc possuem entre seis e oito mil membros, presentes em cerca de 15 a 20% do território. Para se manter operando a guerrilha controla a maior parte do refino e distribuição de cocaína na Colômbia, sendo responsável por boa parte da produção mundial.

A organização é considerada terrorista pelos Estados Unidos, Canadá, União Européia e claro, pela Colômbia. Mas o Brasil não classifica o grupo como terrorista. O Partido dos Trabalhadores (PT) mantém relações com as Farc, e alguns acontecimentos comprovam a situação: em 2006 FARC saúdam reeleição de Lula; 2009 Lula sugere às Farc criar partido para chegar ao poder.

Guerrilheiro das Farc (Adn.es)
Guerrilheiro das Farc (Adn.es)

A revista Veja já tem marca registrada por sua retórica Anti-PT, porém traz argumentos a serem discutidos. O blogueiro Reinaldo Azevedo da revista escreveu sobre as relações perigosas entre Farc e o PT: “Lula, o Itamaraty e os petistas não consideram as Farc terroristas — seqüestrar pessoas, degolá-las, manter campos de concentração na selva etc. não parecem caracterizar terrorismo para os nossos iluminados”.

Apesar de não manter relações oficiais com o Partido dos Trabalhadores, até 2005 as Farc participavam do Foro de São Paulo, quando o PT não mais permitiu sua participação. Para os mais céticos da aproximação das organizações, o próprio Hugo Chávez disse em um vídeo: “Conheci Reyes e Lula no Foro de São Paulo”.

Farc ataca o território Brasileiro

Antes do governo PT, antes de Lula entrar no poder, em 1991 as Farc atacaram um destacamento do exército brasileiro na amazônia. Foram mortos três soldados brasileiros e vinte e nove foram feridos. Além disso foram roubados armas, munições e equipamentos.

Na ocasião as Forças Armadas Brasileiras deflagaram, com o conhecimento do presidente colombiano, a operação Traíra. Foram empregados 12 helicópteros da aeronáutica e da aviação do exército, de seis A27 Super Tucanos de ataque a solo, aviões de apoio logístico C-130 e C-115, um navio de patrulha fluvial da Marinha, além de batalhões de elite do exército.

O resultado foi doze guerrilheiros mortos, inúmeros capturados e a maior parte do equipamento recuperado. Desde então as Farc não voltaram a atacar o território brasileiro.

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