Proibido ter Mal de Parkinson em Blumenau, pelo menos até setembro

Os pacientes da rede pública de saúde que vão até Farmácia de Alto Custo de Blumenau em busca de medicamento Pramipexol, essencial para tratamento do Mal de Parkinson, recebem essa notícia “está em falta e sem previsão de chegar”. O custo do produto é de R$ 162,08 e existem pacientes que fazem uso de três caixas mensalmente. O recebimento no próximo carregamento, do dia 6 de Setembro, não é garantido.

Tratamento indispensável

O Mal de Parkinson ocorre quando certos neurônios morrem ou perdem a capacidade. O indivíduo portador de Parkinson pode apresentar tremores, rigidez dos músculos, dificuldade de caminhar, dificuldade de se equilibrar e de engolir. Como esses neurônios morrem lentamente, esses sintomas são progressivos no decorrer de anos. Embora seja mais comum em idosos, a doença também pode aparecer em jovens.

Descaso

Nilton Umberto da Silva, Agente Administrativo da Farmácia de Alto Custo, informou que o Pramipexol não estava no carregamento mensal de medicamentos recebidos de Florianópolis. A falta da substância não foi justificada pelos responsáveis da capital do estado. Segundo Silva, não existe estoque na unidade, pois o carregamento recebido e distribuído aos pacientes, que não são poucos. Ele acrescentou que o recebimento no próximo carregamento, no dia 6 de Setembro, não é garantido.

A  Diretora Assistente Farmacêutica do SEMUS – Secretaria Municipal de Saúde de Blumenau, Maria Luiza Schmidt, informou que desconhece o motivo da falta do medicamento que é essencial no tratamento da síndrome e acrescentou dizendo que a responsabilidade do fornecimento é do Estado, ao município cabe apenas a distribuição. Os pacientes que sofrem deste mal devem adquirir, ou simplesmente, esperar.

Colaborou Elize Casado

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