PP do Médio Vale define pré-candidato a Assembleia

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Vereador Anderson Batata

O Partido Progressista de Indaial já havia indicado o nome do vereador Anderson Batata para a lista de pré-candidatos a Deputado Estadual da Região do Médio Vale. Em outubro, após o prazo de novas filiações, o presidente Microrregional do PP e prefeito de Timbó, Laércio Junior, anunciou  seu apoio oficial ao Batata.

Nos bastidores se especulava em uma possível renúncia de Laércio Junior em março de 2014 para a disputa por uma vaga na Assembleia. Mas após esse anúncio, tal fato não deve ocorrer. Batata cresce em densidade eleitoral dentro de seu próprio partido e do Médio Vale.

Para saber mais sobre o pré-candidato, o Farol Blumenau conversou com Anderson Batata:

Farol: Você acredita na vitória?

Isso vai realmente depender da população do Médio Vale. Sempre falamos que precisamos ter um representante para ajudar na busca de recursos e melhorias para as cidades, e o momento de fazer isso será no ano que vem. No caso do meu partido nas eleições de 2010, tivemos nosso último deputado eleito com 24.198 votos.

Vejamos os últimos eleitos em outros partidos: PMDB 35.732 votos. PSDB 34.667 votos. DEM/PSD 34.596 votos. PT 29.494 votos e PPS 24.202 votos. Claro que tudo muda de uma eleição para outra, mas a expectativa é que com 25.000 votos um candidato consiga se eleger no PP.

Portanto, vou fornecer alguns números: Indaial conta com 39.796 eleitores. Ascurra, Apiúna e Rodeio juntos têm 22.634 eleitores. Timbó, Rio dos Cedros, Benedito Novo e Doutor Pedrinho têm 47.227 eleitores. Nossa microrregião totaliza 109.657 eleitores, o que daria pra eleger três deputados estaduais.

Sabendo que nenhum candidato será unanimidade, os números mostram que um candidato que fizesse apenas 20% dos votos na nossa região se elegeria com facilidade.

Farol: Qual a força do PP na região?

O Partido Progressista é um dos mais fortes do Vale do Itajaí. Temos o vice-prefeito de Indaial, prefeito de Timbó, prefeito de Rio dos Cedros, prefeito e vice de Doutor Pedrinho, além de 15 vereadores, ou seja, um time de peso que ajudaria em muito qualquer candidato.

Farol: Você se preocupa com os candidatos que vêm de outras regiões?

Isso é natural e sempre vai acontecer, por uma questão pessoal de cada candidato. Não me preocupo com isso, como já vimos, temos votos para todos, e respeito todos os candidatos de todos os partidos e regiões. Mas defendo uma reforma política ampla, com a introdução do sistema de voto distrital.

Farol: Qual sua formação pessoal e acadêmica?

Filho de Jorge Luiz dos Santos e Marilse Gonçalves da Luz, ingressei com 17 anos no curso de Direito na FURB. Em 2000, após ser aprovado em concurso público, iniciei minha carreira no Poder Judiciário Catarinense. Hoje sou chefe do Juizado Especial Cível e Criminal na Comarca de Pomerode.

Iniciei o curso de Licenciatura em História pela Uniasselvi em 2005 devido meu amor pela Arquelogia. Fiz Especialização em Patrimônio e Cultura e publiquei em 2007 o livro “Indayal da Colonização à Emancipação” (Editora Asselvi). Nele falo sobre a colonização do município de Indaial e as dificuldades dos primeiros moradores.

Também lecionei na E.E.B Federico Hardt, mas em 2008 me aprofundei nos estudos do Direito e fiz Pós-Graduação em Direito Processual Civil. Hoje, com 34 anos, sou casado com Geórgea Gabriela Bertoldi dos Santos e teremos um filho ainda este ano: Heitor Bertoldi dos Santos.

Farol: Quando decidiu entrar na política?

Desde criança sempre participei ativamente da vida política. Na época tinha dois tios envolvidos e por eles fui influenciado a gostar e a praticar a política do bem e do social acima de tudo.  São eles Silvio Gonçalves da Luz, eleito vereador quatro vezes e duas vice-prefeito, e o Serginho, vereador por três oportunidades e duas prefeito.

Sempre participava dos comícios e entregava santinhos pelas ruas depois da aula. Mas minha filiação partidária veio por influência de minha madrinha na Política e querida amiga, Ângela Amin. Em 1996 ela abonou minha filiação ao PP e desde então nunca mudei de partido.

Uma das razões pelas quais o ser humano dominou o planeta foi a percepção de que a força do grupo é maior que a individual. Da convivência grupal surgiu à necessidade da administração dos bens comuns. Para o exercício de sua coordenação não se escolheu uma determinada pessoa, mas um determinado perfil – o líder ou político.

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