Paradesporto Escolar completa cinco anos de conquistas

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Na próxima segunda-feira, dia 31, o Programa Paradesporto Escolar, da Secretaria Municipal de Educação (Semed), completará cinco anos de atuação em Blumenau. Criadoinicialmente como um projeto para atender aos alunos da rede municipal de ensino que possuem alguma deficiência, a proposta, que é realizada com apoio da APESBLU – Associação do Paradesporto Escolar de Blumenau e outras parceirias, cresceu e em março deste ano tornou-se um Programa Municipal – o que garante o atendimento permanente à comunidade.

Atualmente, a prefeitura investe cerca de meio milhão de reais por ano para oferecer aulas em diversas modalidades aos quase 300 alunos que participam do Programa. Eles podem praticar atletismo paralímpico, bocha paralímpica, goalball, judô, tênis de mesa, xadrez e natação – incluindo a modalidade de natação para bebês. Também está disponível a modalidade de ginástica artística, que atende crianças e adolescentes com autismo e síndrome de down em aulas individuais. Todas são realizadas por uma equipe de 25 profissionais de educação física, além de uma professora fisioterapeuta e da coordenadora.

Para a idealizadora e coordenadora geral do Programa, Giselle Margot Chirolli, esses cinco anos representam a realização de um sonho. “Havia uma demanda que não era assistida, com grande potencial reprimido, e que não fazia parte do contexto social. Por meio das modalidades paradesportivas foi oportunizado o convívio social, a superação dos próprios limites”, comenta. Para Giselle, todos ganharam com o programa, tanto alunos como a sociedade de modo geral.

O projeto, que iniciou com sete professores, hoje realiza 500 atendimentos semanais, conta com 20 parceiros e se estende por 58 polos. A demanda é crescente e os resultados alcançados demonstram a eficiência do que vem sendo realizado em Blumenau.

“Temos relatos e pesquisas que comprovam a melhora da autoestima, independência, senso de responsabilidade, concentração durante a aula e no convívio com os colegas nas unidades de ensino, redução no uso de medicamentos, além de mais motivação para novas atividades e melhora na saúde como um todo”, destaca Giselle.

A coordenadora cita ainda a busca pela evolução nas modalidades de iniciação ao rendimento e rendimento, com a busca de mais recursos, como outro objetivo. A participação em competições em nível estadual, nacional e até internacional, também está entre os sonhos a serem alcançados. E, claro, continuar buscando melhorar a vida dos alunos paratletas e suas famílias.

Aline Franzoi Santos Fleith

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