segunda-feira, 28 de novembro de 2022
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O marxismo como instrumento de luta no Sintraseb

Há muito tempo a turma que está no “poder” do Sindicato Único dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Blumenau (Sintraseb) exerce o mando através de uma sucessão de conflitos artificialmente induzidos. Para o sindicato, liderar é brigar e polemizar.

Passados mais de 30 dias de greve, o sindicato disse que não foram atendidos nenhum dos seis itens apresentados na pauta de reivindicação. Ora se observarmos, dois itens – a Revisão da Tabela Salarial e Plano de Cargos e a Carreira e Salários da área de Saúde, são temas factíveis de resolução pela administração pública, mas primeiro é preciso retornar as atividades. Quanto aos outros itens: não desconto dos dias parados, retirada do processo de criminalização do movimento de greve e retomada do Comitê de Negociação Permanente imediatamente, são itens criados artificialmente pelo sindicato nestes 30 dias. Isto não é pauta de reivindicação.

Típica atitude socialista: eles contra nós (Jaime Batista)
Típica atitude socialista: eles contra nós (Jaime Batista)

Assim a dinâmica do sindicato sempre é a mesma: o dirigente acena com algum conflito e, em seguida coloca todo o aparato de propaganda a ofender seus adversários – em vez de buscar soluções.

Por fim leva os resignados servidores às ruas para manifestações em massa contra o inimigo da vez, isto é – o prefeito da vez. Agitando bandeirolas e gritando em coro lemas revolucionários ou utilizando-se de amarras, com a certeza, um tanto ingênua, de que esses exercícios servem para estimular a emoção revolucionária.

Essa ideia de impor o marxismo como instrumento de lutas não resulta em objetivos concretos e verdadeiros. Essa ideologia ultrapassada, é desprezada desde 1989 no continente europeu. Por que aqui, deveria se impor?

Apontar responsabilidades sempre foi uma especialidade da classe sindical. A culpa dos males foi sempre atribuída à “herança prejudicial” deixada pelo prefeito anterior. Em nenhum momento, nos últimos 18 anos, houve uma tentativa real em contribuir para as soluções dos problemas da administração pública.

Reunir e conduzir a massa, na pregação do repúdio as propostas apresentadas, como um amuleto contra a razão, é o destino daqueles que transformam tudo, numa bandeira de lutas.

É preciso observar que um pequeno grupo encontra terreno fértil na democracia, que permite pressionar pelos seus interesses revolucionários, ao passo que contribuintes, pais de família, assalariados, doentes e consumidores – os que pagam o pato – não mais ignoram o custo que tem a ação deste antigo vício na administração pública: reivindicar “direitos” para uma conquista futura…

(Sintraseb)
(Sintraseb)
Sérgio Campregher
Sérgio Campregher
Sérgio Campregher é historiador pela Uniasselvi/Fameblu e fala sobre política nacional e internacional e curiosidades. Escreve de Blumenau.
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