Número de focos de Aedes aegypti já supera o total do ano passado

Ações estão sendo feitas para combater proliferação do aedes aegypti (José Cruz/Agência Brasil)
Ações estão sendo feitas para combater proliferação do aedes aegypti (José Cruz/Agência Brasil)

Nos cinco primeiros meses de 2018, técnicos da Secretaria Municipal de Promoção da Saúde (Semus) já encontraram 111 focos do mosquito Aedes aegypti em Blumenau. Apesar de não constar atualmente na lista de municípios infestados pelo vetor, que transmite doenças como dengue, Zika vírus e chikungunya, o número acende um alerta por superar o total de focos registrados o último ano (93).

De acordo com a coordenadora municipal de Prevenção e Combate à Dengue, Eleandra Casani, o panorama nos bairros Salto Weissbach e Itoupavazinha, com 40 e 30 focos, respectivamente, é motivo de preocupação. “São as áreas mais críticas neste momento. Temos desenvolvido diversas ações, como orientações, inspeções e varreduras, mas sem a colaboração da comunidade, elas acabam não surtindo efeito”, enfatiza.

Conforme monitoramento dos agentes que realizam o trabalho de fiscalização e eliminação de criadouros do mosquito, mais alguns bairros da cidade também inspiram cuidados especiais. “As regiões do Badenfurt, Itoupava Central, Salto do Norte, Do Salto e Passo Manso são outros que constam na nossa lista de prioridade”, afirma Eleandra.

Embora as chuvas tenham diminuído na região, a coordenadora adverte sobre a resistência dos ovos do mosquito ao ambiente, que é de 450 dias em locais secos. “Precisamos estar atentos, pois essas condições alertam para a proliferação do vetor com maior intensidade. Portanto, a eliminação de criadouros é de fundamental importância”, diz. “As ações da Secretaria de Promoção da Saúde na prevenção ao mosquito só terão efetividade se a população estiver consciente do seu papel”.

Como eliminar os criadouros do mosquito
– Mantenha as calhas para água da chuva desentupidas;
– Bloqueie o cano de sustentação da antena parabólica para que não acumule água em seu interior;
– Guarde pneus velhos e outros objetos que possam acumular água em locais secos e abrigados da chuva;
– Lave semanalmente, com escova, a parte interna dos tanques utilizados para armazenar água;
– Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usar, coloque areia até a borda;
– Troque, semanalmente, a água dos vasos com plantas aquáticas e lave a parte interna do vaso com escova;
– Plantas como bromélias devem ser evitadas porque acumulam água;
– Mantenha a caixa d’água com a tampa completamente vedada. Retire a água acumulada na laje;
– Elimine qualquer objeto que possa acumular água, como as partes de garrafas de vidro utilizadas em cima do muro;
– Lave, com escova, os potes de comida e de água dos animais uma vez por semana, no mínimo;
– Trate a água de piscinas com cloro e limpe-as uma vez por semana. Utilizar uma capa como cobertura não impede os focos do mosquito;
– Coloque latas, tampas de garrafas, cascas de ovos e outras embalagens vazias em sacos plásticos bem fechados antes de descartá-los. Mantenha-os fora do alcance de animais até o recolhimento;
– Mantenha os ralos vedados e desentupidos.

Com informações da PMB

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