domingo, 27 de novembro de 2022
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No centro do poder

Diariamente, pessoas do mundo inteiro vivem pequenas guerras silenciosas. As lutas vividas por aqueles que sofrem preconceitos em seus cotidianos são transformadas em marchas por mais garantias e liberdades individuais. Estes grupos que viviam à margem da sociedade, usam o seu ser como uniformes de guerra. Aqueles que se proponham a enfrentar o preconceito quase que tirânico do conservadorismo moderno realizam uma espécie de doação de suas vidas à causas que englobam movimentos contra o machismo, a homofobia e o racismo.

Mesmo que em alguns momentos perceba-se que a imbecilidade tenha vencido e que é mais fácil nos exilarmos de uma sociedade doente que aplaude um presidente norte americano racista, a luta pelo progressismo é uma causa que une todos nós, cabendo somente a nós, juntos, falarmos aos preconceituosos: “hoje não”.

De acordo com o artigo de Sérgio Gomes, na contemporaneidade, nossos traços físicos e nossa sexualidade ainda são alvos de discriminação e preconceito. De acordo com a Andriguetto, o reconhecimento da diversidade aparece como um modo de demonstrar à sociedade que o fato de tratar o outro de maneira igualitária pode trazer melhorias significativas de convivência.

Assim, percebemos que os respaldos que estas lutas possuem são de uma sociedade melhor e mais justa para todos. As lutas realizadas pelas ditas “minorias” não são excludentes, são pelo contrário, acolhedoras e um importante instrumento para o desenvolvimento social. Sabe-se que são nas democracias mais representativas é que os países garantem o respeito internacional.

Dessa forma, chegou um novo momento, o momento em que no horizonte a diversidade chega cada vez mais próxima ao centro do poder e em lugares de destaque da sociedade. Há um novo horizonte em que a igualdade na diferença prevalece, e não há truculência proferida pelos bons costume que barre esse novo tempo.

Bibliografia

SILVA, Sérgio Gomes da. Preconceito no Brasil contemporâneo: as pequenas diferenças na constituição das subjetividades. Psicol. cienc. prof.,  Brasília,  v. 23, n. 2, p. 2-5, jun. 2003. Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S14148932003000200002&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em  05  mar.  2017.

ANDRIGUETTO, Letícia. OLSSON, Gustavo André.  IGUALDADE E PROTEÇÃO AOS DIREITOS DAS MINORIAS NO BRASIL. Revista EJJL, Chapecó, v. 15, n. 2, p. 443-460, jul./dez. 2014

Felipe Gabriel Schultze
Felipe Gabriel Schultze
Formado em Direito, escreveu os livros 'Federalismo Brasileiro' e 'Sede de Liberdade'. Escreve sobre reflexos do cotidiano.
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