terça-feira, 9 de agosto de 2022
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Museu Nacional recebia menos para custeio que um único parlamentar

Incêndio de proporções incalculáveis atingiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro (Agência Brasil/Tânia Rêgo)
Incêndio de proporções incalculáveis atingiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro (Agência Brasil/Tânia Rêgo)

Criado no Rio de Janeiro pelo Rei Dom João VI em 6 de junho de 1818, o Museu Nacional reuniu ao longo de 200 anos um acervo de 20 milhões de itens históricos do Brasil e da humanidade. Foi reduzido a cinzas neste domingo (2).

O repasse anual deveria ser de míseros R$ 515 mil anuais para custeio, mas recebia cerca de R$ 300 mil nos últimos anos devido a crise financeira. Só em salários, um ministro do STF, um senador ou um deputado federal custa 438 mil ao ano. O avião presidencial gasta só em refeições mais de um milhão.

Devemos comemorar a Proclamação da República no dia 15 de Novembro? É possível admitir que uma contribuição valiosa da monarquia erguida com esforços no remoto ano de 1818 seja destruída em 2018? É o retrato de uma república falida.

Perdas inestimáveis da história nacional como a Luzia, o fóssil humano de 12 mil anos, ou Maxakalisaurus topai, maior dinossauro encontrado no Brasil e que viveu a 80 milhões de anos, além de diversas contribuições valiosas como de Fritz Müller.

Felipe Gabriel Schultze
Felipe Gabriel Schultze
Formado em Direito, escreveu os livros 'Federalismo Brasileiro' e 'Sede de Liberdade'. Escreve sobre reflexos do cotidiano.
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