Mais de 1.500 casas receberam visita de orientação de combate ao aedes

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Na semana que passou os agentes de combate a endemias da Secretaria de Saúde de Blumenau continuaram, em parceria com o 23º BI, as visitas às casas localizadas no bairro Fortaleza, levando informações sobre o combate ao mosquito aedes aegypti. Em mais de duas mil residências as 18 equipes entregaram material educativo de como evitar focos do mosquito e sintomas das doenças transmitidas por ele.

Com algumas dessas moradias fechadas, o número de imóveis que tiveram quintais vistoriados foi de 1.536. Nesses locais foram recolhidos 125 tubitos com amostras, onde estavam mais de 600 larvas.

“Esse número indica que ainda existem muitos locais com água parada. A comunidade não pode descuidar e precisa fazer a sua parte. Em 10 minutos é possível fazer uma geral no quintal e acabar com possíveis criadouros”, reforçou o diretor de Vigilância em Saúde, Eduardo Weise. As larvas encontradas eram todas do mosquitoaedes albopictus, que se contaminado com o vírus, pode transmitir a febre chikungunya (CHIKV).

Blumenau tem atualmente 16 focos do mosquito, sete casos confirmados de dengue e um de chikungunya, todos importados. Atualmente mais de 60 resultados de exames, entre dengue, zika e CHIKV, são aguardados pela vigilância epidemiológica. As denúncias de possíveis casos de criadouros podem ser feitas pelo telefone da Ouvidoria da Saúde, no 3381-7770.

Transmissão e os mosquitos
O Ministério da Saúde (MS) explica que o vírus de dengue, zika e chikungunya é transmitido pela picada da fêmea de mosquitos infectados, que são o aedes aegypti e o aedes albopictus.

O primeiro é mais conhecido, de presença essencialmente urbana e associado à transmissão da dengue. O aedes aegypti é um mosquito que costuma medir menos de 1 cm de diâmetro, é de cor preta ou marrom e apresenta listras brancas distribuídas pelo corpo e patas. No tórax, a espécie aegypti apresenta 4 linhas, duas delas retas no centro e duas curvas na periferia.

Já o aedes albopictus, presente majoritariamente em áreas rurais, também existente no Brasil, pode ser encontrado em áreas urbanas e peri-urbanas. Este mosquito pode ser identificado por possuir uma única linha no seu tórax escuro e é mais associado à transmissão do vírus da febre chikungunya. Em ambos, a fêmea é maior que o macho e apresenta tanto a boca quanto as antenas diferentes.

O mosquito, independente da espécie aegypti ou albopictus, adquire o vírus ao picar uma pessoa infectada, durante o período em que o mesmo encontra-se no sangue. Mas não necessariamente uma pessoa picada por um mosquito infectado ficará doente. Em média, de acordo com o MS, 30% das pessoas infectadas não apresentam os sinais e sintomas clássicos da doença.

Marília Prado

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