Irânicas – revendo a História

(Aviso: não sou professor de História, apenas um cidadão curioso e consciente.)

Os períodos recentes da história do Brasil precisam ser nomeados. O último período bem definido pelos historiadores foi a DITADURA MILITAR, com final entre 1979 e 1985 (sub-período conhecido como a ABERTURA). Desde então temos:

  • Rapadura (transição) – período pós-ditadura e pré-ferradura, entre 1986 e 1994, quando o governo rapava nosso bolso, plano após plano. A Rapadura começou mega-bagaçada com Sarney e Collor, depois ameaçou engrenar com Itamar. Foi quando pintou a…
  • Ferradura – Fernando Henrique conseguiu botar rédeas na economia e na inflação, mas as desigualdades sociais ainda eram grandes. Muito nego ainda estava ferrado, incluindo eu. Para corrigir isso, chegou a…
  • Ditalula – Lula pegou carona na recém-adquirida estabilidade econômica e espalhou reformas sociais por todo o país. Quando conseguiu mudar a antiga imagem maldita do PT para uma imagem bendita, tratou de arrumar uma…
  • Dilmadura (termo usado pela primeira vez pelo blogueiro Marcus Vinícius, em 2010) – com Lula afastado, a substituta que ele botou no Palácio do Planalto mostra que tem mão firme, mas de mira ruim.

Está feita a sugestão. Alguém favor envie pro atual Caio Prado Junior da vida, seja quem for.

Algo em comum?

A classificação acima mostra as diferenças entre os períodos históricos recentes, mas haverá algo em comum entre eles? Nós tentamos traçar alguma característica em comum entre os últimos presidentes da República, mas não conseguimos. Quem sabe o leitor poderia ajudar. O que você acha?

Palavras de Lobão

Quando olho para a cultura mainstream no Brasil, nosso establishment acéfalo e ganancioso, não tenho palavras para descrever. Mas Lobão tem:

“Para onde o cretinismo cultural nos está levando nessa mistura pavorosa de sanha boçal capitalista com imbecilidade crassa da esquerda nacionalista?” (do livro Manifesto do Nada na Terra do Nunca)

Phooey!

Pra finalizar, de onde vem o indefectível “fui” blumenauense? Com certeza não tem nada a ver com o carioca, que significa “já estou indo”. O “nosso” diz algo mais, e sabemos o que é, mas de onde veio?

Para tentar responder a esta pergunta, consultei dois dicionários on line (The Free Dictionary e Urban Dictionary) e descobri a palavra “phooey”, com a mesma pronúncia que o nosso “fui”, e os seguintes significados: expressão de desgosto, descontentamento, descrença, frustração ou raiva.

E de onde ela veio mesmo? Não encontrei essa informação, mas sabe-se que era um bordão do personagem Donald, da Disney, quando algo ruim lhe acontecia.

Pois então, fechou. Ou melhor, fui!

4 Comentários

  1. Cada artigo melhor que o outro, Professor. Parabéns.
    Venho, por meio deste, ressaltar a minha opinião que na qual já tens o conhecimento há muito tempo. Nunca mais teremos um presidente como JUSCELINO KUBITSCHEK. Um presidente que pense no futuro da nação, que faça um plano de metas concreto e acessível. Todos nós sabemos que não era tão maravilhoso assim, o governo JK teve sim seus problemas: A dívida externa, inflação, etc etc etc. Contudo, me refiro ao seu sistema político, e seu inteligente modo de administrar. Obras de infraestrutura, de modernização, de industrialização. Se não fosse JK, o brasileiro nem saberia o que é um automóvel. Se não fosse JK, não teríamos indústrias tal como conhecemos hoje.
    Entretanto, uma pessoa que eu apoiaria nos anos 90 era Lionel Brizola (sim, não nasci durante esta época). Esse sim seria o presidente que faria o brasileiro lembrar das boas memórias que JK nos deixou.

    Uma boa noite.

  2. Nem em trinta anos o Brasil conseguirá reverter o processo de terra arrasada que luis inacio canalha mensalão da silva (em minúsculo e sem acento mesmo) deixou. Sua herança esta aí: o banditismo, a corrupção, apologia à burrice, desmoralização das instituições que protegem o cidadão, estudantes na rabeira no Ranking Global da Educação, o trigésimo país (entre trinta) que pior devolve os impostos (os maiores do mundo) ao cidadão, pela quinta vez consecutiva. Repito: entre trinta, o trigésimo, em cinco anos consecutivos. Eis as reformas sociais que o notório vagabundo deixou para o trabalhador. Não vou nem falar sobre a censura descarada à jornalistas.O AI-13 está em pleno vigor. Mas essa questão tratarei noutra ocasião…

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