Irânicas – muita calma nessa hora Sr. Daniel Alves

Nein, nein, nein. Que tempos mais chatos estamos vivendo. Tanto é que como consequência esta coluna está ficando séria. Mas não muito.

Polêmica do racismo

O assunto mais comentado da semana foi, sem dúvida, o episódio de racismo contra Daniel Alves e o apoio massivo a ele vindo das redes sociais. O que deu de gente famosa e não famosa postando foto com banana foi coisa de louco. Mas vamos combinar uma coisa: o simples fato de rechaçar atitudes racistas não é oportunismo. E sem piada sobre isso em Irânicas.

Grafite na antiga prefeitura de Joinville

Estive em Joinville recentemente, e fiquei feliz ao me deparar com uma belíssima arte em grafite na antiga prefeitura. O poder público de lá valorizou os artistas que realmente querem expressar a beleza visual – nada a ver com pichações. (Por infelicidade, as fotos foram feitas com o filtro tons de cinza. É isso que dá não contratar um fotógrafo profissional.)

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Tici e Joe ainda de boas (reprodução)

Fim da picada no meio jornalístico

Diretamente da Agência Irânicas em SP: não se fazem mais âncoras femininas como antigamente. O último bafão do meio jornalístico foi a entrevista à Veja de Ticiane Villas Boas, âncora do Jornal da Band, que caguetou todas ou quase todas as posses do maridão Joesley Batista.

pobretão Joesley, que é dono da SearaFriboi,  sabonetes Francis e cremes Neutrox, ficou escamado com a esposa e até Ricardo Boechat, colega de trabalho da morenona, não gostou da pisada.

Apelidada pelos internautas de Frigirl, Ticiane poderia até sair da bancada do telejornal, mas por enquanto não vai sair porque a emissora não quer perder os patrocinadores do partidão. É pra machucar.

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(Portal G1/adaptação)

Calouros da depressão

Quem tem mais de 30 anos deve lembrar dos programas de calouros de antigamente (não só os mais velhos – alô, André Bonomini). Eram feitos para calouros amadores, que não sabiam cantar, e, por isso mesmo, esses programas eram espontâneos e divertidíssimos.

Hoje temos uma febre de calouros na TV mundial. Calouros, em sua maioria, profissionais ou semi-profissionais da música, com jurados célebres. E o resultado? Cada programete pasteurizado, um pior que o outro. Seria legal se alguém imitasse Sérgio Reis e cantasse “Nessa tv tem calouro, fluoxetina ni mim…”

Aos caros amigos (da esquerda e da direita)

A última edição da revista esquerdista Caros Amigos trouxe como matéria de capa as personalidades que, segundo a revista, estariam comprometidos com a ideologia de extrema direita. O grande problema é que colocaram no mesmo saco os políticos conservadores de direita Marco Feliciano e Jair Bolsonaro, o coronel Telhada, os jornalistas Reinaldo Azevedo e Rachel Sheherazade e o músico Lobão. Isso é no mínimo inconsistente.

Não acho sensato dividir a humanidade entre pessoas de extrema esquerda e pessoas de extrema direita. Além dos moderados e do centro político, existem aqueles que não podem ser enquadrados em uma ideologia ou outra (caso do sociólogo Noberto Bobbio) e existem os jornalistas que, independente de suas tendências e preferências, têm a missão de fiscalizar o poder. Além desses, existem artistas e filósofos, cuja análise do ser humano vai muito além de dogmas ideológicos.

Seria bom se alguns convertidos levassem os assuntos sérios menos a sério.

Blumenau arborizada

É o seguinte: eu não quero ser lembrado como aquele que só falava mal da cidade. Por isso, vou fazer um elogio: Blumenau é amplamente arborizada, como provam essas fotos de várias ruas do centro da cidade. Os cliques foram feitos por nosso fotógrafo de plantão, Adão Berto Dya.

Ok, na próxima coluna já posso voltar a criticar.

2 Comentários

  1. só tenho a dizer que Bolsonaro é um cara que vê as coisas erradas no governo e nas leis, pois se deixar na mão dos atuais políticos nosso pais esta a deriva…. Jair Bolsonaro Presidente meu voto é dele…

    • Este espaço é favorável à democracia e à diversidade de opiniões. Pena que o deputado Bolsonaro não siga a mesma linha. O dia em que ele deixar de lado a homofobia e a apologia à tortura, talvez eu também o apoie.

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