Irânicas – marketing maluco

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Uma empresa é como um filho: tem que receber um nome legal. Alguém conhece algum cidadão importante chamado Estorvogildo? Eu não. Para dar certo, uma empresa precisa ter um nome e uma campanha de marketing bem boladas. Se não, pode gerar desconfiança por parte dos consumidores. Reflita você mesmo por que os seguintes estabelecimentos, produtos e serviços* não deram certo:

  • “Restaurante Água Barrenta”. Não adiantou colocar na publicidade a frase “Venha provar nosso delicioso cardápio”. Faliu em poucos meses.
  • “Pastel de pé-de-moleque”. Os cozinheiros acharam que iria ser uma febre nas últimas festas juninas. O slogan: “Vai ser duro experimentar um melhor que este”.
  • “Desodorante Enxofre For Men”. Não conheço o slogan, mas fico imaginando: “A sedução está no ar, ou melhor, no gás”.
  • “Agência de Viagens Blu Tur”. Esta agência, se tivesse sido inaugurada, teria sede… aqui. Slogan: “Agendando viagens para todo o território blumenauense”.
  • “Dream House – A casa dos Sonhos”. Após vender a casa, a imobiliária Amigo do Alheio dava ao cliente a garantia de uma vida inteira sonhando com ela.
  • “Mano São, o resumidor de filmes”. Em vez de passar duas horas na frente de uma tela, você podia contratar o paulistano Mano São (apelido: “Má Noção”). Ele resumia qualquer filme em três minutos. Quem ligasse em determinada hora ganhava um resumo de 4 pelo preço de 3.
  • “Celular pré-roubado”. O apelo era o fator segurança: “100% seguro: você compra e entrega na hora para o lojista, que então é assaltado em seu lugar”. Sem mais comentários.

* As empresas, produtos e serviços são fictícias. Como o leitor deve ter deduzido… ou não?

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Será que ela casa agora? (Reprodução/Facebook)

Why So? Parte 2

Mais uma de Minas, minha gente. Desta vez foi uma mineirinha quem aprontou. A bonita médica Myriam Priscilla (34) foi presa esta semana, doze anos depois de ter cortado o pênis de seu noivo. O infeliz havia terminado o relacionamento três dias antes do matrimônio, provavelmente ciente de que a guria era maluca, pirada, fora. Além de capar o amado, a carniceira ainda incendiou sua casa e seu carro, o que, convenhamos, não devem fazer falta nenhuma pro coitado. A clínica geral de Juiz de Fora foi condenada a seis anos de prisão, e o ex-noivo a uma vida inteira de… esquece.

Homem assalta mercado para alimentar as “cria”

No início da semana, na rua Bahia, homem assaltou mercado e, na saída, se justificou, dizendo que cometeu o assalto porque tinha cinco filhos para criar.

Essa é boa. quer dizer que o cara bota 5 “cria” no mundo e a culpa é do dono do mercado? Sei.

Jornal do Assistencialismo

Que tendência é essa do telejornalismo atual de bancar o poder público e “resolver” os problemas da cidade? Esqueceram que são jornalistas? Não sou nenhum expert, mas nunca vi um William Bonner da vida tentando fazer o trabalho daqueles os quais ele deveria cobrar/criticar. Cada um no seu quadrado, amigos.

Alerta: se os jornalistas começarem a bancar os administradores públicos, a população não precisará mais cobrar do prefeito. E quando houver alguma coisa para reclamar, o povo deve ir se manifestar na frente da emissora, em vez da prefeitura?
Pense bem…

2 Comentários

  1. Jornalista que é jornalista deveria em primeiro lugar defender o que sua classe produz com correção. O que há de rabugentos metendo o pau em instituições que oferecem o curso a quem se interessa, é uma grandeza. Volto a falar do assunto com mais acuro futuramente. O que interessa agora aos futuros jornalistas é o tipo de jornalismo que PODERÃO exercer depois de formados. A censura do AI-13 grassa por aí. Se falar mal da facção criminosa que se infiltrou no poder: rua! Só no Jornal da Massa, do Paraná, foram três. Além de Boris Casoy, Carlos Chagas, Salete Lemos, José Nêumane Pinto e por aí vai. A lista é grande. Outra pergunta que não quer calar é se dentro de sala de aula algum professor já levantou o tema dessa censura descarada a jornalistas da terra brasilis. Ou mesmo no paraíso socialista venezuelano. Nisso “os intocáveis” jornalistas da província não falam. Só abrem a boca para desmerecer as instituições que formarão futuros jornalistas. Das duas, uma (ou as duas): cagaço de ver seu espaço ofuscado pela vitalidade da juventude, ou vaidade, pura e simples mesmo.

    • Nilton, me parece que o problema vem de uma certa concorrência entre iguais. Onde deveria haver um certo “corporativismo” de classe, não há, há o das corporações mesmo. Obrigado pela intervenção virtual.

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