domingo, 4 de dezembro de 2022
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Gente, calma aí

Alguns esperam a chegada do messias, outros esperam um grande amor e alguns aguardam a chegada do próximo pokémon, acho digno. Acho bem digno essa esperança que a gente têm de sempre esperar algo ou alguma coisa boa acontecer.

Vou confessar que eu tenho ficado um pouco pessimista nos últimos tempos, acho que é a idade ou algo do tipo, eu sei que coisas boas acontecem sem a gente esperar, mas estou esperando menos que o normal.

Apesar de ter uma coisa que estou esperando a tempos acontecer, e bem realista acho que não vai acontecer tão cedo: a (re)união do Brasil.

Quando a Dilma foi afastada eu pensei: pronto, agora posso acessar o Facebook sem correr o risco de ver alguma briga indigna ou me espantar com algum comentário absurdo.

Errei.

Tiveram eleições, denuncia do Lula, movimento separatista e daí por diante o pessoal continuou brigando.

Politizaram antes de educar.

Estamos perdendo a nossa capacidade de coexistência, por mais radicais que sejamos sempre temos que deixar uma porta aberta para opiniões diferentes. Caso contrário existe o risco de nos tornarmos tão chatos quanto aqueles que discordam de nós.

A prova da nossa evolução humana é usar nosso maravilhoso cérebro para ouvir aqueles que detestamos (se for Bolsonaro do outro lado, ok, pode sair correndo).

Mas talvez este seja um dos princípios da democracia na prática: se ouvir quem se detesta.

Pelo bem de minha saúde, de meus grupos de amigos estou passando inerte a tudo isso.

Não que não tenha opinião sobre os assuntos, aliás escrevi dias um artigo cientifico estudando ponto a ponto o Afastamento da pres. Dilma, desde a definição teórica de democracia por Noberto Bobbio, até o pedido de impedimento.

Mas ficarmos uns contra os outros está me cansando.

O FlaxFlu não nos leva a nada! Temos que ter a grandeza de reconhecer que, por muitas vezes, os dois lados da moeda têm razão.

Gente, combinemos, os assuntos passarão, mas a vida coletiva continua, e não adianta, não é possível vivermos em uma bolha, o diferente enriquece nossa cultura e nosso ser, até porque, confessamos, seria muito chato vivermos uma vida onde todos pensam igual uns aos outros.

Gente, calma aí.

Felipe Gabriel Schultze
Felipe Gabriel Schultze
Formado em Direito, escreveu os livros 'Federalismo Brasileiro' e 'Sede de Liberdade'. Escreve sobre reflexos do cotidiano.
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