F1: Sem “chocar”, McLaren apresenta carro para 2015

MP4/30, pintura conservadora e a volta de uma velha parceira (Divulgação/McLaren)
MP4/30, pintura conservadora e a volta de uma velha parceira (Divulgação/McLaren)

Depois de uma ansiosa espera de fãs, aficionados e jornalistas, finalmente a McLaren abriu as portas de Working e revelou o novo capitulo de uma velha parceria. Foi apresentado nesta quinta-feira (29/1) o MP4/30, novo carro do team britânico que reedita a clássica dupla com a Honda (1988-1992), uma das mais vitoriosas e bem sucedidas da história da F1.

O novo carro foi mostrado ao público em um vídeo no canal da equipe no YouTube. A produção rememorou o passado da parceria que resultou em 44 vitórias e quatro títulos consecutivos de pilotos em cinco anos de trabalhos (1988, 1990 e 1991 com Ayrton Senna e 1989 com Alain Prost). No entanto, quem esperava um revival em grande estilo, com a volta da clássica combinação “vermelho e branco”, se espantou ao receber um carro de linhas sóbrias e com uma pintura simples, diferenciando-se do prata de 2014 apenas por um singelo filete vermelho pintado no contorno que vai do bico do carro até a altura frontal do cockpit.

 Nova pintura foi recebida com certa frustração, mas equipe aposta alto na volta da Honda a categoria. (Divulgação/McLaren)

Nova pintura foi recebida com certa frustração, mas equipe aposta alto na volta da Honda a categoria. (Divulgação/McLaren)

Diretor-executivo do team e ex-chefe da equipe, Ron Dennis enalteceu a nova página entre a McLaren e os japoneses da Honda, confiando na repetição do sucesso de tempos passados. “A parceria entre a McLaren e a Honda é focada na performance, na tecnologia e na inovação. Não há melhor exemplo disso do que os resultados obtidos em nossa primeira colaboração juntos nas décadas de 80 e 90. Eu era o chefe da equipe por todos esses anos e, embora não goste de olhar muito para o passado, o nosso recorde anterior de sucesso certamente criou a confiança para a decisão de novamente ter a Honda como parceira”, disse.

Assista o vídeo de lançamento do McLaren-Honda MP4/30:

Pilotos e expectativa

Para a árdua tarefa de recolocar a equipe de volta aos times de ponta, a McLaren conta com dois ex-campeões mundiais no comando da nova Maquina. Junto de Jenson Button, campeão de 2009 e com a experiencia de 16 anos de F1, estará o arrojo e combatividade de Fernando Alonso, que busca na McLaren uma nova chance para voltar a conquistar um titulo mundial que não vem desde 2006, quando ainda pilotava pela Renault (hoje Lotus).

Esta será a segunda passagem do espanhol por Working. Em 2007 a temporada, que prometia ser mais uma vez vitoriosa, foi prejudicada com escândalos de espionagem e pelo mal estar com o então companheiro, o inglês Lewis Hamilton, protegido de Ron Dennis e vice-campeão daquele ano.

Button e Alonso (esq-dir): Pela frente, a tarefa de recolocar a McLaren entre os primeiros. (Divulgação/McLaren)
Button e Alonso (esq-dir): Pela frente, a tarefa de recolocar a McLaren entre os primeiros. (Divulgação/McLaren)

No entanto, para o desprevenido fã que espera uma revolução completa, é preciso lembrar que a McLaren vem de uma temporada sem boas recordações. Em 2014, o team foi apenas um mero figurante no amplo domínio da Mercedes e no despertar para o futuro da Williams, principal rival dentro da Inglaterra. A dupla, com dois campeões juntos, não é segurança de um “mar de rosas”, afinal, cada um quer ter um brilho próprio, e a equipe já mostrou, de acordo com a história, não saber lidar com conflitos entre pilotos da casa.

Portanto, 2015 soa mais como uma espécie de adaptação, sobretudo da Honda, que retorna a F1 desde a retirada da equipe de fábrica, em 2008, e que terá de reaprender a fazer um propulsor turbo fiável e competitivo tal qual os engenhos criados em 1988, responsáveis por vencer 15 das 16 corridas daquela temporada, a última dos turbo até o ano passado. Impedir bons resultados? Até é provável, mas surpresas podem acontecer.

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