F1: Rosberg crava a terceira vitória seguida em Abu Dhabi

Rosberg: Vice-campeão, em alta e o último vencedor de 2015. Um ano para esquecer em matéria de emoção na F1 (Getty Images)
Rosberg: Vice-campeão, em alta e o último vencedor de 2015. Um ano para esquecer em matéria de emoção na F1 (Getty Images)

Para muitos fãs, o fim da temporada 2015 da F1 foi um “graças a Deus” homérico depois da ausência de momentos realmente emocionantes e com a nova polarização da Mercedes, repetindo 2014. Em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, a categoria deu números finais as estatísticas numa pista onde as coisas mais belas foram o entardecer, os fogos de artifício e as belas moças que abrilhantavam as bancadas sofisticadas do autódromo de Yas Marina. Elas e um público praticamente seleto assistiram a terceira vitória seguida de Nico Rosberg, da Mercedes, que venceu o companheiro e campeão do ano, Lewis Hamilton, na estratégia e paciência, e terminou o ano em alta diante do companheiro.

Rosberg foge de Hamilton nas primeiras voltas. Alemão venceu na estratégia de pneus e se colocou como ameaça (agora real) a Hamilton em 2016 (Getty Images)
Rosberg foge de Hamilton nas primeiras voltas. Alemão venceu na estratégia de pneus e se colocou como ameaça (agora real) a Hamilton em 2016 (Getty Images)

Largando na pole, o alemão não teve dificuldades para manter a liderança durante praticamente a corrida inteira, a perdendo por momentos apenas, enquanto Hamilton não havia parado. O inglês tricampeão, no entanto, foi traído pela equipe numa estratégia errônea de pneus e insistiu a ficar na pista além do tempo e contra a vontade do team. Não deu, mesmo com pneus novos e andando redondo na parte final da prova, Hamilton teve de engolir mais uma vitória do companheiro de equipe, que desponta como sério candidato ao título em 2016.

Em terceiro e quarto, a dupla da Ferrari (Kimi Raikkonen e Sebastian Vettel, respectivamente), cumprindo o roteiro a risca como fora em praticamente toda a temporada. No entanto, para Vettel fica o destaque de ter sido o melhor piloto na pista, tendo de travar uma intensa corrida de recuperação depois de largar em um péssimo 16º posto. Foi uma sequencia de ultrapassagens, combinada a estratégia de paradas da equipe, que permitiram ao alemão chegar, e muito bem, aos pontos.

Alonso (primeiro plano) volta a pista depois do incidente com Maldonado (fundo). Espanhol seguiu na prova, o venezuelano abandonou ainda na primeira volta (Getty Images)
Alonso (primeiro plano) volta a pista depois do incidente com Maldonado (fundo). Espanhol seguiu na prova, o venezuelano abandonou ainda na primeira volta (Getty Images)

O único momento “pancada” da prova foi logo na largada do GP. Largando no meio do bolo (como costumeiro este ano), Fernando Alonso foi tocado por Felipe Nasr e levou consigo para fora da pista a Lotus de Pastor Maldonado. O asturiano ainda conseguiu voltar e trocar o bico do McLaren avariado e prosseguir. Já o venezuelano, desta vez inocente na batida, não teve sorte melhor e abandonou ainda na primeira volta.

Já os brasileiros não foram nada bem em Abu Dhabi, como tem sido de costume. Felipe Massa largou em oitavo e terminou no mesmo oitavo, sem aparecer muito mas fazendo algumas bonitas e importantes ultrapassagens, dentro das limitações que o Williams o impunha na pista sinuosa (mas “comum”) do emirado.

A equipe de Grove teve um fim de semana desastroso no saldo final. Apesar do ponto de Massa, o team sofreu com pit-stops péssimos, um deles prejudicando por completo a corrida de Valtteri Bottas, que acidentou-se numa saída precipitada da parada, acertando o bico na McLaren de Jenson Button.

Massa teve corrida apagada, mas salvou o oitavo posto (posição que largou) com boas ultrapassagens (Getty Images)
Massa teve corrida apagada, mas salvou o oitavo posto (posição que largou) com boas ultrapassagens (Getty Images)

Já o xará, Felipe Nasr, depois do incidente com Alonso, teve vida bem mais difícil com o péssimo e pouco evoluido Sauber. Fez o que pode na pista, mas completou a prova fora da zona de pontos, em 15º, e atrás do companheiro de equipe, o sueco Marcus Ericsson.

Foi o último ato de uma temporada que não deixa nenhuma saudade aos entusiastas da mais importante categoria do esporte a motor. Desacreditada, desprezada e monótona, a F1 fecha as cortinas de 2015 no sinal vermelho, pedindo muito mais do que simples mudanças de regulamento, mas uma total revisão de políticas, punições carros, engenheiros… De tudo, para ser franco.

Os 10 mais – Corrida

1 – Nico Rosberg (Mercedes)
2 – Lewis Hamilton (Mercedes)
3 – Kimi Raikkonen (Ferrari)
4 – Sebastian Vettel (Ferrari)
5 – Sergio Perez (Force India-Mercedes)
6 – Daniel Riccardo (Red Bull-Renault)
7 – Nico Hulkenberg (Force India-Mercedes)
8 – Felipe Massa (Williams-Mercedes)
9 – Romain Grosjean (Lotus-Mercedes)
10 – Daniil Kvyat (Red Bull-Renault)
15 – Felipe Nasr (Sauber-Ferrari)

A tradicional foto do fim da temporada, sob o crepúsculo de Abu Dhabi (Getty Images)
A tradicional foto do fim da temporada, sob o crepúsculo de Abu Dhabi (Getty Images)

Classificação final – Pilotos

1 – Lewis Hamilton (381 – Campeão)
2 – Nico Rosberg (322 – vice)
3 – Sebastian Vettel (278)
4 – Kimi Raikkonen (150)
5 – Valtteri Bottas (136)
6 – Felipe Massa (121)
7 – Daniil Kvyat (95)
8 – Daniel Riccardo (92)
9 – Sergio Perez (78)
10 – Nico Hulkenberg (58)
11 – Ronain Grosjean (51)
12 – Max Verstappen (49)
13 – Felipe Nasr (27)
14 – Pastor Maldonado (27)
15 – Carlos Sainz Jr. (18)
16 – Jenson Button (16)
17 – Fernando Alonso (11)
18 – Marcus Ericsson (9)
19 – Roberto Merhi / Alexander Rossi / Will Stevens / Kevin Magnussen (0)

Classificação final – Construtores

1 – Mercedes (703 – Campeã)
2 – Ferrari (428 – Vice)
3 – Williams-Mercedes (257)
4 – Red Bull-Renault (187)
5 – Force India-Mercedes (136)
6 – Lotus-Mercedes (78)
7 – Toro Rosso-Renault (67)
8 – Sauber-Ferrari (36)
9 – McLaren-Honda (27)
10 – Manor/Marussia-Ferrari (0)

E é isso ai! Aos amigos que acompanharam a temporada 2015 da F1 aqui no FAROL, aquele grande abraço! Nos vemos em 2016 e, se o cara lá de cima permitir, com um pouco mais de emoção (o que ainda custo a acreditar que aconteça)!

Até la!

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