Especial: por que a Polícia Militar não fazia a segurança dentro da Arena Joinville?

Torcedores do Vasco agridem atleticano (Heuler Andrey)

Em jogo válido pela 38º rodada do Campeonato Brasileiro da Série A o Atlético Paranaense tentava uma vaga na libertadores e Vasco lutava para fugir do rebaixamento. Porém, o que marcou a partida foi o lamentável episódio de violência entre torcidas. O palco: Arena Joinville, Santa Catarina. Mas por que a Polícia demorou tanto para agir?

Cenas de selvageria

O jogo ficou parado por uma hora enquanto que a torcida dos dois times protagonizavam cenas terríveis, que não podem acontecer em um país que vai sediar a copa do mundo. A Polícia Militar demorou alguns minutos até chegar em peso para separar as torcidas e ajudar no resgate dos feridos. Até um helicóptero foi utilizado para agilizar o atendimento.

Os torcedores Estevão Viana, de 24 anos, William Batista, de 19 anos, e Gabriel Ferreira Vitael, de 20 anos, estão internados no Hospital São José. Diogo Cordeiro da Costa Ferreira, de 29 anos, chegou a ser enviado para o hospital mas foi liberado pelos médicos.

O contrato

O Atlético teve que alugar a Arena Joinville por ter sido impedido de jogar em casa, em Curitiba, justamente pela atitude de sua torcida em outro jogo. O que ficou combinado era que o Atlético contrataria uma empresa de segurança privada, ao invés de contar com o policiamento militar, do estado.

Segue o contrato firmado com a prefeitura de Joinville:

Conivência da Polícia Militar?

Em nota, a Polícia Militar de Santa Catarina afirmou a posição de que não era responsável pela segurança interna do estádio, e sim, da segurança externa, como citado no contrato. Após a confusão ter sido apaziguada, 180 policiais militares foram empregados para dar continuidade ao jogo. Leia parte do comunicado:

“A Corporação esteve presente na parte externa do estádio durante o evento, atendendo à uma Ação Civil Pública, por parte do Ministério Público, que propôs que o Poder Judiciário proíba a participação de policiais militares em atividades que fujam da competência constitucional da Corporação. Segundo o Ministério Público, é ilegal a destinação de agentes públicos para a proteção do trio de arbitragem e de bens e instalações, por exemplo. […] Ainda sobre os atos de violência no jogo, a Polícia Militar de Santa Catarina informa que, para a segurança do evento, foram destinados 113 policiais militares que compunham equipes de policiamento ostensivo à pé, de trânsito, montado, de resgate médico, motocicletas e aéreo.”

No final da nota a PM ainda afirma que torcedores foram detidos.

Por Filipe Rosenbrock

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