Equipe de Teori vai retomar homologações da Odebrecht

Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia
Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia

Os juízes auxiliares do ministro Teori Zavascki, que morreu na quinta-feira (19) foram autorizados pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, a retomar os procedimentos formais para que as delações de executivos da empreiteira Odebrecht sejam homologadas, no âmbito da Operação Lava Jato.

Teori trabalhava nas 77 delações da Odebrecht que se encontram em seu gabinete e estavam prestes a ser homologadas, isto é, a serem validadas como prova. Na prática, os juízes auxiliares devem começar a ouvir os delatores para saber se eles prestaram de livre e espontânea vontade as informações que constam nos mais de 800 depoimentos colhidos pelo Ministério Público Federal (MPF).

Megaesquema de corrupção

Há uma grande expectativa em relação às delações de executivos da Odebrecht, pois segundo informações vazadas anteriormente, dezenas de políticos em exercício são citados como envolvidos no megaesquema de corrupção da Petrobras.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Cláudio Lamachia, celebrou a decisão de Cármen Lúcia, afirmando que “representa uma vitória para a sociedade brasileira” e que “é necessário dar celeridade aos processos da Lava Jato, de modo a diminuir a insegurança e destravar o país”.

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