Diplomacia israelense e brasileira trocam farpas

Israel e o Hamas estão travando batalhas na região de fronteira da Faixa de Gaza, território localizado no Oriente Médio. Cerca de 800 palestinos entre civis e militantes já morrem em 18 dias de confronto. Já o Hamas lançou mais de 2,4 mil foguetes sobre Israel e fez infiltrações para ataques suicidas. 36 soldados israelenses e três civis morreram.

A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou que os dois lados podem ter cometido crimes de guerra. “Expressamos choque com o elevado número de civis mortos e feridos nas operações israelenses em Gaza e nos ataques com foguetes lançados pelo Hamas e outros grupos armados palestinos em áreas civis israelenses”, destacou em nota.

Mas por meio do Itamaraty, o Ministério das Relações Exteriores lançou nota condenando o que chamou de “uso desproporcional da força por Israel”. O embaixador do Brasil em Tel Aviv, Rafael Eldad, também foi chamado a Brasília para consultas, o que significa um protesto.

Porém o Itamaraty não mencionou que o território israelense está sendo violado e isto gerou uma resposta negativa por parte do governo de Israel.  “Essa é uma infeliz demonstração de porque o Brasil, um gigante econômico e cultural, se mantém um anão diplomático” disparou o porta-voz da chancelaria israelense, Yigal Palmor.

Em entrevista ao Jornal Nacional, da rede Globo, Palmor foi além e declarou que “no futebol, quando um jogo termina em empate, você acha proporcional e quando é 7 a 1 é desproporcional. Lamento dizer, mas não é assim na vida real e sob a lei internacional […] A única razão para não termos centenas de mortos nas ruas de Israel é termos desenvolvido um sistema antimíssil e não vamos nos desculpar por isso. Se não tivéssemos esse sistema haveria centenas de pessoas mortas nas ruas de Israel. Isso seria considerado proporcional?”

E o o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo, fez uma tréplica: “se existe algum “anão diplomático”, o Brasil não é um deles”. Segundo ele, o Brasil mantém têm relações diplomáticas com todos os membros da ONU e tem “um histórico de cooperação pela paz”.

Luiz Alberto Figueiredo Machado (Antonio Cruz/ Agência Brasil)
Luiz Alberto Figueiredo Machado (Antonio Cruz/ Agência Brasil)

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