Dilma estima redução um real no sistema de bandeiras da energia

Dilma: melhora na situação dos reservatórios permitirá redução do valor adicional
Dilma: melhora na situação dos reservatórios permitirá redução do valor adicional (Antonio Cruz/Agência Brasil)

A melhora na situação hidrológica nos reservatórios brasileiros deve resultar em uma redução entre 15% e 20% no valor adicional pago pela energia. Foi o que anunciou a presidente Dilma Rousseff hoje (11) ao lembrar algumas termelétricas começaram a ser desligadas.

“Tenho certeza de que agora estamos numa situação bem melhor, e esse encarecimento do fornecimento de luz começará a ser progressivamente revertido”, disse a presidente.

A redução dos valores será possível graças ao desligamento de 21 usinas termelétricas que produziam cerca de 2 mil megawatts (MW) médios de energia a um custo alto.

O ministro das Minas e Energia Eduardo Braga informou que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai abrir audiências públicas para definir uma redução da bandeira vermelha. “Para o consumidor, o que pode acontecer é o valor da tarifa vermelha baixar dos atuais R$ 5,5 [por 100MW consumidos] para R$ 5 ou R$ 4,5. Essa é a nossa expectativa”, afirmou.

Segundo o ministro Braga, ainda não é possível mudar da bandeira vermelha para a amarela porque o país passou por um intenso período seco. “Sem a recuperação dos nossos reservatórios, não teremos segurança entre o que temos de despacho de térmica para passar para a bandeira amarela.”

Entenda as Bandeiras Tarifárias

Nas cores vermelha, amarela e verde, as bandeiras são como um semáforo de trânsito, com sinais que indicam ao consumidor os custos da geração de energia mês a mês, dependendo das condições de hidraulicidade e seus reflexos no uso da energia térmica, mais cara que a captada nas hidrelétricas.

As bandeiras indicam o seguinte:

Bandeira verde: condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo;
Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 2,50 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos;
Bandeira vermelha: condições mais custosas de geração. A tarifa sobre acréscimo de R$ 5,50 para cada 100 kWh consumidos.

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