segunda-feira, 28 de novembro de 2022
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Depressão: o mal do século

A depressão é uma alteração no estado de humor do indivíduo, e por muitas vezes é confundida com tristeza, porém são duas coisas diferentes. A tristeza normalmente possui uma causa, e além do mais tem uma duração limitada. Já a depressão é um estado emocional em que há presença de pessimismo, desânimo e desinteresse.

Depressão (getty images)
Depressão (getty images)

Afinal, o que é depressão?

Há vários graus de depressão, podendo ser leve, moderada ou grave. O estresse, por exemplo, pode precipitar a depressão em pessoas com predisposição genética. Segundo pesquisas 19% da população possui a doença, ou seja, uma em cada cinco pessoas no mundo apresenta o problema em algum momento da vida.

Irritabilidade, ansiedade, angústia, desânimo, cansaço, desinteresse, falta de motivação e apatia podem ser alguns sintomas da depressão. Além desses sintomas a pessoa pode diminuir sua capacidade em sentir alegria e prazer em atividades que anteriormente gostava muito.

Têm com frequência ideias de culpa e sensação de falta de sentido na vida, sentimentos de medo, insegurança, desamparo e vazio. Existem também os sintomas físicos, onde há perda ou aumento do apetite e do peso, insônia ou, menos frequentemente, aumento do sono. Em casos mais graves a pessoa pode desejar morrer, planejar uma forma de morrer ou até mesmo tentar suicídio.

Tratamento

A escolha do tratamento deve ser do paciente, sempre com a orientação de bons profissionais. Nos casos mais leves a psicoterapia pode ser eficaz como único tratamento e em muitos casos os sintomas desaparecem sem a necessidade do uso de medicamentos. A técnica da psicoterapia auxilia na reestruturação psicológica do indivíduo, além de aumentar a sua compreensão sobre o processo de depressão e na decisão de conflitos.

Contudo, os tratamentos com medicamentos não são opostos à psicoterapia, ambos podem ser complementares e a opção pela combinação dos dois tratamentos é a mais recomendada nos casos mais graves. É importante procurar ajuda o quanto antes e persistir até encontrar o tratamento mais adequado para cada caso.

A autora é psicologa e colaboradora do Farol.

Redação
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