sexta-feira, 19 de agosto de 2022
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Conta de energia chega a subir até 34,96% em estados

(Brendan Smialowski / AFP)
Os reajustes bombásticos arranham a imagem dos governadores, mas não dos responsáveis reclusos nos corredores de Brasília, capital do poder (Foto de Brendan Smialowski/AFP)

Em 2013 a presidente Dilma Rousseff fez um discurso em cadeia nacional de rádio e televisão anunciado uma redução na conta de energia de 18% para as residências e até 32% para indústrias. Milhões de brasileiros foram beneficiados pela benesse e os louros pela “proeza” foram indiscutivelmente gratificantes ao governo federal.

Agora o cenário é outro: governadores penam para manter suas estatais e fornecedoras de energia em funcionamento. O motivo é a falta de planejamento do governo federal em investir em fontes alternativas de energia e de um fator não tão controlável, mas contornável, a chuva.

A falta de chuva reduz desde de 2013 a geração de energia hidroelétrica em um país onde 80% das fontes são hídricas. Isso fez com que as usinas termoelétricas, como de carvão, fossem ativadas. Como o custo dessa fonte pode ser até 1000% maior, Dilma e sua equipe foram obrigados a emprestar R$ 17,8 bilhões aos estados para manter as empresas fornecendo energia.

Agora quem leva a bola nas costas são os governadores. No Pará o aumento na conta de luz é um dos mais absurdos, de 34,96%. Em Santa Catarina a Celesc reajustou em até 22,47% a tarifa, já que o Estado não é autossuficiente e precisa comprar de outros estados. Segundo informações da companhia, 94% do índice reajustado são por custos não gerenciáveis, ou seja, compra e transporte de energia.

Em 2015 a variação deve ser ainda maior que neste ano. Somente 5,9% dos reajustes devem ser destinados para pagamento do empréstimo do governo. Segundo o jornal O Globo, esse percentual para pagamento de empréstimo seria de 10,5% em 2016 e 6,8% em 2017, quando se encerra a dívida.

O maior prejudicado não é Dilma nem os 27 governadores, mas sim as dezenas de milhões de consumidores que penam por decisões equivocadas tomadas em gabinetes.

Redação
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