Com apoio do PT e PMDB, justiça diminui força política de Santa Catarina

Já nesta eleição, Santa Catarina passaria de 16 para 17 o número de representantes na Câmara Federal. A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) causou revolta em estados que perderiam deputados. A força política deles acabou prejudicando os estados com grande crescimento populacional, entre eles, Santa Catarina.

O TSE havia levado em conta o censo do IBGE de 2010 para recalcular o número de deputados de acordo com o tamanho populacional de cada estado. Alagoas, Espírito Santo, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraíba e Piauí perderiam representatividade, enquanto o Amazonas, Ceará, Minas Gerais, Pará e Santa Catarina ganhariam.

Os peemedebistas Renan Calheiros e Henrique Eduardo Alves, presidente do Senado e da Câmara, já haviam adiantado que recorreriam. Seus estados, Alagoas e Rio Grande do Norte, perderia representantes. Por sete votos a três, o Supremo Tribunal Federal (STF) atendeu o apelo da casa e manteve a atual quantidade de deputados federais de treze estados.

O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara, deputado Vicentinho (SP) frisou: “Acho que a última palavra sempre é do Parlamento. É o Parlamento que toma suas decisões e, é claro, não pode deixar brecha, porque aí o Supremo, instado a decidir, toma suas decisões. Eu acho temerária qualquer decisão agora, na véspera da eleição.”

Mas o que mudaria?

Além de dar mais representatividade para os estado, mais uma cadeira na casa garante pelo menos mais R$ 15 milhões em emendas parlamentares, um benefício para a população da região. Atualmente, no Brasil existem 513 deputados federais e a decisão permanece para as próximas eleições.

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