Carta aberta ao Orkut

Por Diorgnes Saldanha Lima

O ano era 2005 e o primeiro contato que tive com o Orkut, foi um comentário de um aluno mais velho conversando com outro, dizendo que havia ‘enviado um convite’ para adicioná-lo. Naquela época, eu – que ainda estava completando o ensino fundamental – até entendia o que a expressão adicionar significava, porém, a rede social que caminhava timidamente para ser a popular da escola era o MSN. Lembro também de conversar com alguns colegas que relatavam a estranheza que era usar o tal do Orkut (que propositalmente, era confundido e chamado de iogurte).

Pois não muito tempo passou e, obviamente, o Orkut VIRALIZOU. Se tornou a rede social em ascensão na época e finalmente, em 2006, decidi criar uma conta na rede social. Pois é, decidi criar e quase implorar para que algum amigo me enviasse um convite para adentrar aquele mundo cibernético. Pois não adiantava querer entrar no Orkut, era necessário que o Orkut quisesse que você entrasse.

Lembro que na época, quando eu comecei a utilizar aquela rede social, os recursos eram bem limitados. Mal dava pra colocar 12 fotos no álbum; chat então nem em sonho; o grande barato era colecionar scraps e ‘classificar’ os amigos dizendo o quão legais, confiáveis e sexys eles eram.

O Orkut era a COQUELUCHE do momento. Todos os adolescentes utilizavam a rede social e, juntamente com o MSN, se relacionavam com outras pessoas das mais diferentes cidades. Distantes fisicamente, mas próximas graças ao Orkut. Tenho quase certeza de que as grandes causadoras dessa integração online eram as comunidades. E eram muitas. Algumas um tanto sem noção, mas outras que com certeza ficarão na memória de quem usou o Orkut.

As comunidades eram uma cidade dentro do computador. Lá conhecíamos novas pessoas, falávamos sobre futebol, política, religião, mulheres, coisas engraçadas e tudo o que surgisse. Lá eu conheci pessoas que se tornaram amigas, marquei de conhecer pessoas que hoje eu não faço nem ideia de como estejam (espero que bem), fiz e desfiz vários ‘namoricos’, enfim: vivi.

E eu posso dizer: muito do que eu sou hoje, foi lapidado indiretamente pelo Orkut. Graças a esta magnífica rede social, eu descobri a minha aptidão para o jornalismo, exaltei a minha paixão pelo esporte e pelo meu time e encontrei a minha companheira.

E é nesta data fatídica em que o tal do Iogurte chega definitivamente ao fim, que eu agradeço: OBRIGADO, ORKUT!

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