quinta-feira, 18 de agosto de 2022
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Bolsonaro chegou ao hospital em choque e com pressão de 8 por 4

Jair Bolsonaro no hospital
Jair Bolsonaro no hospital

O candidato à presidência da República Jair Bolsonaro chegou em estado de choque na Santa Casa de Juiz de Fora e foi salvo da morte pela rapidez no atendimento. As afirmações foram da médica Eunice Dantas.

“O mais grave foi o comprometimento da veia, pelo sangramento de vulto. Ele perdeu em torno de 40% do volume de sangue do corpo. Um adulto do porte dele tem em torno de 5,5 litros de sangue circulando. Ele perdeu em torno de 2,5 litros. É muito grave. Ele poderia ter morrido. Ele chegou com pressão 8 por 4”, relatou a médica.

Bolsonaro teve lesões na artéria mesentérica, o que causou hemorragia e ele precisou de bolsas de sangue. Devido a lesões no intestino delgado e grosso, o conteúdo intestinal foi parar na cavidade abdominal. Os cirurgiões realizaram lavagens na região abdominal, mas o risco de infecções é alto.

Eunice explicou que Bolsonaro terá que utilizar, por até três meses, uma bolsa ligada ao intestino, com objetivo de recolher o material fecal, até que o órgão esteja completamente cicatrizado e livre de infecção. “Ele fez uma cirurgia aqui. A segunda será daqui a dois ou três meses, para a reconstituição do intestino grosso. Enquanto isso, ele vai utilizar uma bolsa para fora da barriga”, disse.

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Ela aconselhou que Bolsonaro se abstenha de ir para as ruas fazer campanha pelas próximas semanas, na reta final do primeiro turno das eleições, a fim de facilitar sua recuperação. A médica estimou a alta hospitalar entre sete a dez dias.

O candidato foi transferido de Juiz de Fora para São Paulo por um jato particular e depois do Aeroporto de Congonhas para o Palácio dos Bandeirantes pelo helicóptero Águia da Polícia Militar, de onde seguiu de ambulância ao hospital Albert Einstein. Sua condição é considerada estável e ele está consciente.

Defesa vai pedir exame de sanidade mental de agressor

Os advogados que representam o agressor Adélio Bispo de Oliveira informaram hoje que vão solicitar exames de sanidade mental de seu cliente. A defesa sustentou ainda que a agressão de seu cliente ao candidato Jair Bolsonaro foi um ato solitário, movido pelo que classificaram de “discurso de ódio” do próprio candidato.

O Departamento Penitenciário Federal (Depen) informou que pretende transferir Adélio para a penitenciária federal de Campo Grande. O processo, no entanto, depende da Polícia Federal e da Justiça Federal. Segundo o departamento, vinculado ao Ministério da Segurança Pública, a questão está em fase de “tratativas”.

Redação
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