Blumenau amplia participação em estudo sobre uso da hidroxicloroquina

Na coletiva em que relatou o 100º caso de coronavírus em Blumenau, o prefeito Mário Hildebrandt também afirmou que a cidade deve ampliar nos próximos dias a sua participação num estudo pioneiro que utiliza o medicamento hidroxicloroquina, aliado ou não à azitromicina, com a inclusão de pacientes em nível ambulatorial.

Uma parceria entre a Prefeitura de Blumenau, o Hospital Santo Antônio e a AngioCor Cardiologia Blumenau incluiu a cidade no Estudo Coalizão Covid-19 Brasil, que reúne 80 hospitais do país, em parceria com o Ministério da Saúde. O objetivo é realizar a pesquisa com 1.300 pessoas de todas as regiões do país.

O estudo é dividido em três braços: nos pacientes graves (aqueles que necessitam de oxigenioterapia ou respiração mecânica), com suspeita clínica ou confirmada de Coronavírus; pacientes de menor gravidade internados por Covid-19, (sem o uso de oxigenioterapia); e para os pacientes em nível ambulatorial, aqueles que não atendem aos critérios de internação, mas apresentam quadro leve ou sintomas suspeitos ao do novo Coronavírus.

Exames para identificação do novo coronavírus - foto de Robson Valverde
Exames para identificação do novo coronavírus – foto de Robson Valverde

Em Blumenau, 11 pacientes, enquadrados nos dois primeiros braços do estudo, já fazem parte da pesquisa, que registra sete casos com alta hospitalar e quatro ainda internados. A expectativa é que no prazo de sete a dez dias, o município iniciará o estudo com pacientes enquadrados no terceiro braço.

Para integrar o estudo, além da indicação médica, o paciente precisa estar de acordo em fazer parte da pesquisa. Neste terceiro braço, os casos serão divididos em dois grupos: um que será tratado com hidroxicloroquina e o segundo com uma substância conhecida como placebo. Todos os pacientes recebem acompanhamento telefônico da equipe médica, que além de monitorar o quadro clínico, fica à disposição para orientações.

De acordo com o Dr. Adrian Paulo Morales Kormann, um dos responsáveis pela pesquisa em Blumenau, os resultados servirão de embasamento científico para conhecer os efeitos da hidroxicloroquina. “Todos os estudos com este medicamento até agora foram feitos num número pequeno de pacientes e este, realizado no Brasil, será um estudo com poder estatístico para se ter uma resposta definitiva”, pondera.

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