Auxílio emergencial pode custar duas vezes o orçamento da Educação

A eventual prorrogação do auxílio emergencial por mais dois meses deve elevar o custo do programa para R$ 203 bilhões, disse hoje (5) o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues.

Segundo o secretário, a equipe econômica estuda o pagamento de duas parcelas extras de R$ 300 cada (R$ 600 para mães solteiras). A ampliação do programa social era cogitada políticos do chamado “centrão” e pelo presidente Jair Bolsonaro.

No fim de maio, Rodrigues tinha anunciado que o pagamento de três parcelas de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras) do auxílio emergencial custaria R$ 151,5 bilhões, o que implica o custo médio de R$ 50,5 bilhões por mês.

O valor é praticamente o dobro do orçamento do Ministério da Educação para 2020, de R$ 103 bilhões. Além das universidade federais, o ministério coordena Política Nacional de Educação (PNE) e financia parte do ensino básico.

Alunos da Universidade Federal do Paraná (Samira Chami Neves/Sucom)
Alunos da Universidade Federal do Paraná (Samira Chami Neves/Sucom)

“[O valor] está sendo fechado e será anunciado. É número substancial e está sendo fechado”, destacou Rodrigues. Ele acrescentou que o governo tem como diretriz proteger os mais vulneráveis. Segundo ele, como o desenho do auxílio emergencial já está pronto, ficará mais fácil de fazer os pagamentos extras.

O auxílio emergencial é um benefício financeiro concedido pelo governo federal aos informais, microempreendedores individuais, autônomos e desempregados, e tem por objetivo fornecer proteção  no período de enfrentamento ao Covid-19.

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