A razão real da greve seria eleitoral?

Grevistas na Praça Victor Konder (Foto: Fabrício Wolff)
Grevistas na Praça Victor Konder (Foto: Fabrício Wolff)

Em sua coluna publicada no site Análise em Foco, o jornalista Fabrício Wolff comentou de forma crítica a recente greve dos servidores públicos. “Havia necessidade de mostrar serviço para a categoria porque haverá eleições para o sindicato. A razão real da greve seria, então, eleitoral”, declarou ao citar o vereador Ivan Naatz.

Wolff acrescentou que a paralisação teve adesão de apenas 400 dos oito mil servidores (5%). O comunicador acredita que seria uma irresponsabilidade a prefeitura assumir o compromisso de reposição, que irá custar R$ 100 milhões, aprovado no orçamento.

“Colocar no papel uma intenção futura de recuperar reajustes salariais atrasados que não depende das forças da própria prefeitura, seria uma irresponsabilidade”. Para ele a aprovação foi “jogar para a plateia” e que “dizer aquilo que as pessoas querem ouvir, é moleza”.

Pinga fogo

As contas do jornalista não bateram com as da Coordenadora Geral do Sintraseb, Sueli Adriano. Segundo ela, 1,9 mil pessoas aderiram a greve (23%). “Independente do número foi um movimento consistente, construído de forma responsável, através do debate e da participação decisiva de nossos representantes por local de trabalho” destacou.

Existe uma grande possibilidade de o prefeito Napoleão Bernardes (PSDB) vetar a emenda de reposição salarial. Quando questionada se acredita na sanção, Sueli diz que “acredito no bom senso do prefeito”. Para ela, se a matéria voltar vetada do executivo não será difícil derrubar “Não vejo razão para algum vereador mudar a opinião”.

Sobre a declaração de que a greve era política, a sindicalista enfatizou “Mostra um desrespeito total à categoria. O movimento sindical dos servidores não começou este ano. Tem história […] O executivo se esforçou para desqualificar o movimento. Estamos apenas cobrando as promessas eleitorais.

Contraproposta

O sindicato enviou uma proposta de parcelamento, mas não obteve resposta. Segundo ela, o governo “apenas ficou na justificativa que neste momento era inviável pela insuficiência”. O que justificaria o reajuste é que o gasto com pessoal está bem abaixo dos limites previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (54%).

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