78% dos empresários catarinenses não têm interesse em vender pela internet

Catarinenses ainda resistem a tendência (freepik)
Catarinenses ainda resistem a tendência (freepik)

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio) lançou nesta segunda, 25, o Caderno do Comércio de SC 2016. Nele, um dado interessante: a maioria esmagadora dos empresários do estado não tem nenhum interesse em investir em vendas online.

O estudo aponta que apenas 8,3% do comércio catarinense faz vendas pela web. Dos 419 empresários ouvidos em Florianópolis, Joinville, Blumenau, Chapecó, Criciúma e Lages, 78,2% declararam que o e-commerce não está em seu radar estratégico.

Dentre os motivos apontados pelo empresariado local estão dificuldades logísticas e incertezas quanto à legislação.

53% dos consumidores que responderam à pesquisa nunca compraram pela internet

Também foram ouvidos pela Fecomércio 419 consumidores catarinenses. Apesar de 76,4% dos respondentes da pesquisa utilizarem a internet com frequência, 53% contaram nunca ter feito compras por este canal. Isso, na avaliação da instituição, é sinal de oportunidade pouco explorada pelos empresários locais.

E-commerce nacional cresceu 15% em 2015 e deve seguir em alta em 2016

Os dados levantados pela Fecomércio vem de encontro com uma realidade nacional bem diferente: em 2015, de acordo com a e-bit, o e-commerce cresceu 15% em relação ao ano anterior, movimentando cerca de 41,3 bilhões de reais. A estimativa é que em 2016, apesar da crise econômica, haja crescimento para o segmento. Somente no Dia do Consumidor, uma espécie de Black Friday fora de época criada para estimular as vendas online (neste ano, 18 de março), as lojas virtuais do país faturaram juntas 562 mil reais nas 24 horas. Salto de 19% em relação ao ano passado.

Ao Diário Catarinense, o economista da Fecomércio Luciano Códova disse, em palavras mais ortodoxas, claro, que há um certo conservadorismo por parte dos empresários catarinenses.

“Muitas empresas não têm conhecimento e acreditam que não seja um bom investimento, mas a gente sabe que é uma tendência irreversível. O que ocorre bastante é que o empresário, às vezes, vê o e-commerce como concorrência da loja física, mas ele é um complemento”.

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