7 de Abril – Dia do Jornalista: o mundo não a ouviu

Quando Hitler ainda não era aplaudido pelas massas e estava sofrendo de graves complexos, os ataques do Correio de Munique o atingiram de maneira particularmente forte – porque eram em sua maioria verdadeiros. Os jornalistas logo reconheceram o lado fraco de Hitler: seu início de carreira como um fracasso na vida, um homem pequeno que se sentia chamado para grandes coisas e lutava contra seus sentimentos de inferioridade culpando os judeus, os democratas, o sistema ou quem quer que fosse responsável por ele.

Os editores do Munich Post foram os primeiros a prever o abismo que se abriria com a ascensão de Adolf Hitler. Os ataques atingiram Hitler com força.

Desde que reportou pela primeira vez, em maio de 1920, as atividades de certo “senhor chamado Hitler”, um pequeno jornal de Munique – o Münchener Post – empreendeu uma campanha sem trégua contra o futuro genocida. Chamado pelos nazistas de “Cozinha Venenosa” e “Münchener Pest”, o diário social-democrata tinha tradição na cobertura de crimes e era como caso de polícia que tratava a escalada de Hitler ao poder.

Durante mais de dez anos, empreendeu uma batalha sem tréguas contra o líder nazista e seus fanáticos, denunciando os perigos de sua ideologia e alertando, já em 1932, sobre a monstruosa “solução final” que eles reservavam aos judeus. Atentados, intimidação judicial, depredação das instalações – nada deteve a coragem temerária do Post até a sua eliminação física pelas hordas hitleristas, uma das primeiras medidas do ditador.

O facínora austríaco proibiu o jornal em março de 1933 e os editores presos.

Os editores do Münchener Post como Martin Gruber estavam entre os primeiros a prever o abismo que se abriria com a ascensão de Hitler – mas poucos queriam saber sobre isso. “O mundo não os ouviu”

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