Bolsonaro extingue oficialmente o horário de verão

Presidente da República Jair Bolsonaro assina o Decreto que revoga o Horário de Verão - foto de Marcos Corrêa/PR
Presidente da República Jair Bolsonaro assina o Decreto que revoga o Horário de Verão – foto de Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta quinta-feira (25) em cerimônia no Palácio do Planalto um decreto que extingue o horário de verão a partir deste ano. A decisão foi baseada em recomendação do Ministério de Minas e Energia, que apontou pouca efetividade na economia e que afeta o relógio biológico das pessoas.

“As conclusões foram coincidentes. O horário de pico hoje é às 15 horas e [o horário de verão] não economizava mais energia. Na saúde, mesmo sendo só uma hora, mexia com o relógio biológico das pessoas”, disse Bolsonaro, ressaltando que não deve haver queda na produtividade dos trabalhadores nesse período.

De acordo com o secretário de Energia Elétrica do MME, Ricardo Cyrino, a economia de energia com o horário de verão, que focava o pico das 18h, diminuiu nos últimos anos e que estaria perto da neutralidade neste ano.

“Com a evolução da tecnologia, iluminação mais eficiente, entrada de ar-condicionado – que deslocou o pico de consumo para as 15 horas – e também a substituição de chuveiros elétricos [por aquecimento solar, por exemplo], que coincidia com a iluminação pública às 18 horas, deixamos de ter a economia de energia que havia no passado e o benefício do alívio no horário de ponta, às 18 horas”, explicou.

O horário de verão foi criado em 1931 e aplicado no país em anos irregulares até 1968, quando foi revogado. A partir de 1985, foi novamente instituído e vinha sendo aplicado todos os anos, sem interrupção. Normalmente, o horário de verão começava entre os meses de outubro e novembro e ia até fevereiro do ano subsequente, quando os relógios deveriam ser adiantados em uma hora em parte do território nacional.

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