Casan assegura potabilidade de água com resquícios de agrotóxicos

Estação de tratamento (ETA/PMB)
Estação de tratamento

Uma análise de amostras da águas de 100 cidades realizada a pedido do Ministério Público de Santa Catarina apontou que 22 delas recebem água com resquícios de agrotóxicos. O fato gerou grande repercussão nesta sexta-feira (22) e, em resposta, a Casan assegurou a potabilidade da água fornecida.

As amostras de novembro de 2018 foram realizadas por meio do programa do Centro de Apoio ao Consumidor do MPSC em parceria com a Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento (Aris) e a Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina (Aresc). Entre as substâncias encontradas estão suspeitas de causarem danos à saúde e, até mesmo, proibida em outros países.

Em nota a imprensa, a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) afirmou que a água fornecida atendem aos padrões de potabilidade do Ministério da Saúde. Em Rio do Sul, por exemplo, foi detectada a substância tebuconazol com índices 1.314 vezes abaixo do limite, simazina com 71 vezes abaixo do tolerado e diurom com índices 1.250 vezes abaixo do limite permitido.

“Para esclarecimento da população é preciso destacar que o próprio Ministério da Saúde admite pequenas concentrações de agrotóxicos na água, tanto que estabelece quais produtos são admissíveis e em que concentrações”, afirma a nota.

A Casan afirmou que realiza cerca de 180 mil análises anuais de água nas suas 365 unidades de tratamento e “garante que nenhuma análise da Companhia chega próximo do limite máximo permitido”. A manifestação lamentou ainda a “abordagem do material divulgado, inconsistente e sem contraponto, gerando alarmes e receios que direcionam a população a consumir água industrializada”.

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