Categoria suspende circulação dos ônibus sem aviso prévio

A categoria de motoristas e cobradores do transporte coletivo de Blumenau suspendeu a circulação de ônibus até às 7h desta quarta-feira (5) deixando milhares de trabalhadores sem transporte. Não houve qualquer tipo de aviso prévio.

A paralisação ocorre um dia após o Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo de Blumenau (Sindetranscol) afirmar que uma reunião com a concesionária, a BluMob, foi improdutiva e que passaria a tarde “nos terminais conversando com a categoria sobre as próximas ações da Campanha Salarial”.

Além do reajuste da inflação, de 4%, os trabalhadores requisitam aumento de mais 5% nos salários, de R$ 2.672,42 para os motoristas e R$ 1.564,50 aos cobradores. Já no vale alimentação, o reajuste requisitado é de 12,33%, para R$ 820.

A empresa oferece apenas o reajuste inflacionário, como é prática comum para todas as categorias onde não existam perdas anteriores. Este aumento traria um impacto de ao menos 15 centavos na passagem, além do reajuste já em vigor.

Paralisação surpreendeu blumenauenses a caminho da escola e trabalho (Belmiro Avancini)
Paralisação surpreendeu blumenauenses a caminho da escola e trabalho (Belmiro Avancini)

Por meio de nota a Prefeitura informou que “não foi comunicada antecipadamente da paralisação do transporte coletivo. Assim como a comunidade, o Seterb foi surpreendido pela não saída dos ônibus na garagem no início desta quarta-feira”.

A BluMob também se manifestou por meio de nota:

“Sem qualquer comunicação prévia à empresa e usuários, desrespeitando a lei federal 7.783, que dispõe sobre o exercício do direito de greve, define as atividades essenciais, regula o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade, o SINDETRANSCOL proibiu a saida de 100% da frota do transporte coletivo público de Blumenau nesta quarta (5/12), das 3hs às 7hs. As ações foram feitas na garagem da empresa e nos terminais, onde a frota estava pronta para partida, surpreendendo inclusive os funcionários em suas escalas.

Conforme negociado e acordado entre sindicato e empresa, uma proposta de aumento de 4% nos salários, com aumento real no vale alimentação e avanços em cláusulas sociais pode ser assinada de imediato, bastando que o sindicato honre o que negociou.

A empresa já está tomando as medidas legais cabíveis, encaminhando ao Tribunal Regional do Trabalho o dissídio de greve, apresentando a ilegalidade da greve, solicitando o retorno imediato às atividades e que julgue o instrumento coletivo. Espera ainda que haja respeito aos usuários e à lei por parte do sindicato.”

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