Nem uma a menos

Não estou escrevendo sobre mais um homicídio ocorrido no Brasil, estou escrevendo sobre humanidade, estou escrevendo sobre Bianca Mayara Wachholz, vítima de um assassinato.

De acordo com o Farol, o suspeito da morte de Bianca é o ex namorado que não aceitava a separação do casal. O assassinato de Bianca pode ser tipificado como um feminicídio. O termo foi duramente criticado pelos irracionais da internet quando houve sua inserção na legislação, mas, mais do que nunca, se mostra relevante nos dias atuais. O pesquisador Romero explica que o feminicídio é  todo e qualquer ato de agressão derivado da dominação de gênero, cometido contra indivíduo do sexo feminino, ocasionando sua morte. Ou seja, é a morte da mulher pelo fato de ser mulher.

Bianca, que tristeza, representa a morte de tantas outras mulheres vítimas de abusos e de violências. É imensurável a vida daquelas que fecharam seus olhos rumo à eternidade por serem vítimas acorrentadas em seus parceiros, suas mortes precisam ser discutidas e é necessário abrir o buraco de estrume fedorento da sociedade patriarcal.

Não adianta falsear verdades absolutas ou nos rodearmos ilusoriamente em um mundo invisível.  O machismo mata, o patriarcado mata e as estatísticas sobre a violência da mulher são seres vivos que vacilam de acordo com a queda moral da sociedade. Não é uma  questão ideológica, é sobre humanidade. Dizer “não” ao machismo e suas sementes é uma obrigação moral e libertadora de homens e mulheres. O combate contra velhas atitudes é o necessário no justamente agora.

O necessário avanço pelos direitos das mulheres é um necessário avanço dos direitos humanos.

Nenhuma a menos

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