Subutilização da força de trabalho atinge 27,7 milhões de brasileiros

Subutilização da força de trabalho atinge 27,7 milhões de brasileiros (Jaqueline Noceti / Secom)
Subutilização da força de trabalho atinge 27,7 milhões de brasileiros (Jaqueline Noceti / Secom)

A taxa de subutilização da força de trabalho no Brasil atingiu um nível recorde no primeiro trimestre de 2018, informou hoje (17), no Rio de Janeiro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São 27,7 milhões de trabalhadores estão subutilizados, o que corresponde a 24,7% da força de trabalho no país.

São consideradas subutilizadas as pessoas que estão desempregadas, as disponíveis para trabalhar mais horas, mas não encontram essa possibilidade, as que gostariam de trabalhar, mas não procuraram emprego e as que procuraram, mas não estavam disponíveis para o trabalho.

Veja o que são considerados trabalhadores subutilizados e quantos estavam nessa condição no 1º trimestre de 2018:

  • 13,7 milhões de desempregados: pessoas que não trabalham, mas procuraram empregos nos últimos 30 dias;
  • 6,2 milhões de subocupados: pessoas que trabalham menos de 40 horas por semana, mas gostariam de trabalhar mais;
  • 7,8 milhões de pessoas que poderiam trabalhar, mas não trabalham (força de trabalho potencial): grupo que inclui 4,6 milhões de desalentados (que desistiram de procurar emprego) e outras 3,2 milhões de pessoas que podem trabalhar, mas que não têm disponibilidade por algum motivo.

O número é o maior desde o primeiro semestre de 2012, 21,4 milhões, quanto teve início a série histórica. Os especialistas alegam que o recorde está relacionado as incertezas econômicas e políticas. A recuperação econômica do país também está sendo mais lenta do que o esperado.

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